Família de Joinville busca doador de medula para salvar bebê de 1 ano: ‘não vamos desistir’

O pequeno Pedro foi diagnosticado com um tipo de leucemia e precisa de um transplante de medula óssea

Juliane Guerreiro* Joinville

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Com apenas 1 ano e três meses, o pequeno Pedro vive uma batalha. Há mais de um ano ele foi diagnosticado com leucemia e, agora, a família de Joinville, no Norte de Santa Catarina, luta para encontrar um doador de medula compatível com o pequeno.

Com pouco mais de 1 ano, Pedro luta contra a leucemia – Foto: Arquivo pessoalCom pouco mais de 1 ano, Pedro luta contra a leucemia – Foto: Arquivo pessoal

A jornada da família Pinheiro em busca da cura de Pedro começou no início de 2021, quando a mãe identificou uma manchinha na fralda do bebê. “Teve a mancha e ele estava muito apático, quietinho e muito clarinho”, conta o pai, Alan Pinheiro.

Em uma consulta de rotina, a médica também achou os sintomas estranhos e pediu um exame de urina, onde foi percebida a alteração que levou ao diagnóstico. A partir daí, a rotina da família foi completamente alterada para oferecer o melhor tratamento ao pequeno.

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Atualmente, Pedro está internado em Curitiba, onde a mãe o acompanha em um rígido isolamento. Já o pai segue com a outra filha do casal, de 5 anos, em Joinville, para onde a família havia se mudado há pouco tempo, vinda do Rio Grande do Sul em busca de oportunidades.

Enquanto Pedro e a mãe estão em Curitiba, o pai e irmã seguem em Joinville – Foto: Arquivo pessoalEnquanto Pedro e a mãe estão em Curitiba, o pai e irmã seguem em Joinville – Foto: Arquivo pessoal

“A separação da nossa família é a parte mais difícil de lidar. O Pedro foi muito sonhado, muito planejado, inclusive pela irmã Manu. Os dois sempre tiveram uma conexão muito linda e agora estão separados”, conta a mãe, Suelen Pinheiro.

Para o pai em Joinville, a ausência da esposa e de Pedro também é dolorosa. “Com ele em isolamento mais restrito a gente acaba revezando menos o acompanhante. Para matar a saudade, principalmente da Manu, temos feito bastante chamadas de vídeo”, fala Alan.

Pedro foi sonhado também pela irmã Manu – Foto: Arquivo pessoalPedro foi sonhado também pela irmã Manu – Foto: Arquivo pessoal

Faz um ano que Pedro não pode deixar o hospital, já que está com a imunidade comprometida e corre um grande risco de infecção. Ainda assim, o pequeno não esconde o sorriso, uma forma também de dar forças à família durante todo esse caminho.

Transplante de medula é a única possibilidade de cura para Pedro

A leucemia linfoblástica aguda é o tipo mais comum de leucemia em crianças e pode provocar sintomas como sangramentos, febre, dor óssea e infecções. O tratamento é feito com quimioterapia, uma tentativa, porém, que não surtiu o efeito necessário no caso de Pedro.

Com isso, a única chance de cura para o menino é um transplante de medula, procedimento pelo qual o pequeno também já passou. O pai da criança foi o doador, mas teve apenas 50% de compatibilidade, não chegando aos resultados desejados.

“Depois de determinado período, essa medula já deveria estar funcionando. Mas a medula do Pedro ainda não ‘pegou’, ou seja, a medula do pai não está fazendo o papel que deveria fazer no corpo, produzindo imunidade, plaquetas e glóbulos vermelhos”, explica o oncologista pediátrica Gilberto Comaru Pasqualotto.

Diante disso, a única opção é tentar um segundo transplante. Porém, para isso, é preciso localizar um doador compatível com Pedro, uma tarefa difícil. “O povo brasileiro é muito miscigenado e essa característica de sermos geneticamente tão diferentes faz com que tenhamos dificuldade em encontrar uma medula 100% compatível”, destaca o médico.

Apesar das dificuldades, a família não desiste e ainda conta com a ajuda de dezenas de amigos que vão às ruas para sensibilizar as pessoas para a importância da doação. Assim, não apenas Pedro pode ser beneficiado, mas também outros pacientes que precisam de um transplante.

Amigos fazem campanha para encontrar doador compatível – Foto: Arquivo pessoalAmigos fazem campanha para encontrar doador compatível – Foto: Arquivo pessoal

Quem quiser ajudar, pode fazer uma coleta de sangue simples no Hemosc, que será analisada e fará parte de um banco de dados. “No futuro, o código genético da medula de cada um vai ser cruzado com dados de pacientes que precisam de medula”, conta Gilberto.

Se houver compatibilidade, o possível doador será chamado para fazer novos exames e, diante de um resultado positivo e da disponibilidade da pessoa, poderá doar a medula.

Enquanto o doador não chega, a família de Pedro não perde a esperança. “A gente não vai desistir, esse doador está chegando”, diz a mãe. “O Pedro vai ser curado, a gente não cogita outra hipótese”, completa o pai.

Quem quiser mais informações sobre a doação de medula, pode entrar em contato com o Hemosc, cujo telefone em Joinville é o (47) 3305-7500.

*Com informações do Maikon Costa, repórter da NDTV Joinville.

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