Febre maculosa é registrada em Schroeder

Doença é transmitida pela picada do carrapato estrela infectado

Redação ND Joinville

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Um caso de febre maculosa foi registrado pela Secretaria Municipal de Saúde de Schroeder, no Vale do Itapocu.  A transmissão da doença é ocasionada pela picada do carrapato estrela.

carrapatoFebre maculosa é originada por diversas bactérias, sendo a espécie Rickettsia rickettsii a mais importante do Brasil. – Foto: Divulgação ND

De acordo com a enfermeira Cristiane de Lima Pacheco, da Vigilância Epidemiológica, a febre maculosa é originada por diversas bactérias, sendo a espécie Rickettsia rickettsii.

“A transmissão ocorre pela picada de carrapato infectado. Para que a rickettsia se reative e possa ocorrer a infecção no homem, há necessidade de que o carrapato fique aderido no corpo por algumas horas (de 4h a 6h). Pode também ocorrer contaminação através de lesões na pele, pelo esmagamento do carrapato”, explica.

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Em Santa Catarina, no ano de 2019, foram registrados 49c casos de febre maculosa, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive). No ano seguinte, foram 48 e este ano (até agora) 15 casos. Não há registro de morte pela doença no Estado.

Importante ressaltar que os casos em Santa Catarina são causados na maioria pela Ricketsia cepa Mata Atlântica, que tem menor gravidade, segundo a Dive.

Os locais prováveis de infecção (LPI) aparecem principalmente nas áreas rurais (58,7%). As áreas urbanas aparecem em 32,6% dos LPI e peri-urbana em 8,7%.

As casas em áreas rurais podem ser apontadas como locais de maior risco por estarem proximidade as áreas de pastagens, matas ciliares e coleções hídricas, principalmente se houver a presença de animais como capivaras e equinos.

Sintomas

Os sintomas da doença podem aparecer a partir do 2º até o 14º dia e são: são febre alta, calafrios, dor de cabeça, dor no corpo e lesões na pele (manchas avermelhadas), podendo se agravar e levar à morte, se não for tratada precocemente. O tratamento é simples e é feito com antibióticos.

Prevenção

• Evitar caminhar em áreas conhecidamente infestadas por carrapatos no meio rural e silvestre;
• Quando for necessário caminhar por áreas infestadas por carrapatos, vistoriar o corpo em busca de carrapatos em intervalos de 3 horas, pois quanto mais rápido for retirado o carrapato, menor serão os riscos de contrair a doença;
• Utilizar barreiras físicas como calças compridas com parte inferior por dentro das botas;
• Recomenda-se o uso de roupas claras, para facilitar a visualização dos carrapatos;
• Não esmagar (comprimir) os carrapatos com as unhas pois com isso pode-se liberar as bactérias, que têm capacidade de penetrar através de lesões na pele;
• Aparar o gramado o mais rente ao solo, facilitando, assim, a penetração dos raios solares;
• Usar carrapaticidas nos animais domésticos (cão e gato) e nos animais de criação (bovinos e equinos);
• Cão da cidade que vai ao campo é mais susceptível à doença – tratá-lo com produto carrapaticida quando voltar à cidade.

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