Fecam e Butantan devem fechar acordo por vacina em 14 dias

Vinícius Lummertz, secretário de Turismo do Estado de São Paulo, concedeu entrevista ao SC no Ar e deu detalhes sobre a importância da parceria; confira

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Natural de Santa Catarina, o secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Vinicius Lummertz, concedeu entrevista ao SC no Ar na manhã desta quinta-feira (26).

Entre os temas debatidos na conversa, estava a importância da parceria pioneira da Fecam (Federação Catarinense de Municípios) com o Instituto Butantan, que produz a Coronavac, em São Paulo. Além disso, Lummertz também abordou as expectativas para a temporada de verão em meio à pandemia de Covid-19.

Fecam quer garantir Coronavac para municípios catarinenses – Foto: Divulgacão/O Trentino/NDFecam quer garantir Coronavac para municípios catarinenses – Foto: Divulgacão/O Trentino/ND

Representantes da Fecam fizeram uma visita às instalações do Instituto Butantan nesta quarta-feira (25), onde são produzidas 75% das vacinas do Brasil e 10% das vacinas do mundo inteiro, de acordo com Lummertz.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

“São 2.500 cientistas de altíssimo nível trabalhando, é algo que dá orgulho do Brasil”, diz.

O convênio entre a Fecam e o Instituto Butantan deve ser assinado em uma nova visita dos representantes, marcada para o dia 10 de dezembro.

A iniciativa da Fecam é pioneira entre os Estados do país. “É importante que os prefeitos se organizem e comecem a preparar seus planos”, ressaltou Vinícius Lummertz.

“No dia 10, os prefeitos vão conhecer nosso plano de gestão, junto com médicos, que é um modelo extremamente técnico. Isso tudo pode ser aproveitado, é uma experiência rica. Nós ainda temos coronavírus pela frente, precisamos de cuidados nos próximos meses”, continua.

A vacina

Serão necessárias quatro vacinas no Brasil, lembra o secretário. “Mas esta vacina tem muitas vantagens, é mais fácil de ser transportada, tem índices de sucesso muito relevantes”, destaca Lummertz.

A previsão é de que as primeiras doses estejam disponíveis até fevereiro. “Falei com o governador João Dória, ele ainda está otimista em relação à janeiro, mas certamente em fevereiro nós teremos condições”.

A vacina já virá aprovada de outros países, dependendo apenas da aprovação da Anvisa. Serão 46 milhões de doses importadas para serem utilizadas em 2021.

Polêmica com a “vacina da China”

“A vacina da H1N1 tem os mesmos componentes da China, a vacina da Pfizer, de Oxford, é produzida lá também, essa é uma falsa polêmica”, explica o secretário.

Ele lembra que, assim como a Índia é referência em medicamentos genéricos, a China é líder em produção de componentes de vacinas.

Expectativa para a temporada de turismo

“A demanda vai ser muito alta, e isso preocupa. É engraçado um secretário de turismo estar preocupado com o sucesso da temporada, pois eu estou. As pessoas vão querer ir para o litoral, e isso vai oferecer risco de contaminação”, relata Vinícius Lummertz.

Ele ressalta, ainda, que a situação hospitalar de São Paulo dá uma margem muito maior quando comparada com Santa Catarina.

“Santa Catarina ainda terá uma pressão muito grande de turistas vindos de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e até de países vizinhos. Isso exigirá uma gestão e uma mobilização da sociedade para ter maiores cuidados. Ou então teremos novos surtos, para o qual Santa Catarina, do ponto de vista de sua estrutura médica, não está preparada”, conclui.

Ele aponta também que as crises políticas desviaram o foco das preocupações da política catarinense com a preparação para a pandemia.

“Deveríamos estar nos preparando há mais tempo, mas as crises políticas não permitiram. O foco era outro, impeachment e todo esse caos que se estabeleceu. Agora nós temos esse dilema entre torcer pelo sucesso, vendas e faturamento, que é muito importante para a retomada da economia do Estado”, diz Vinícius Lummertz.

Confira a entrevista na íntegra: