Santa Catarina registra queda no número de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), cenário oposto ao apresentado desde abril, segundo o boletim InfoGripe FioCruz. Ao contrário do estado, entretanto, Florianópolis apresenta quadro de crescimento da doença.
Imunização do Influenza é uma das recomendações para diminuição dos casos da doenças – Foto: Decom Criciúma/Divulgação/NDEnquanto estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste apontam para cenário de queda, as regiões Norte e Nordeste mostram crescimento dos casos a partir do mês de junho, de acordo com os dados do Sivep-Gripe (Sistema de Informações da Vigilância Epidemiológica da Gripe).
Segundo a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), em 2022 foram notificados 15.689 casos suspeitos de SRAG em Santa Catarina. Destes, 341 foram confirmados para influenza a partir de critérios laboratoriais, clínicos e epidemiológicos. No Brasil foram notificados 197.788 casos.
SeguirCasos são mais frequentes em idosos e crianças
Em Santa Catarina, pessoas com mais de 60 anos representam 41,1% dos casos de SRAG confirmados por Influenza. Na sequência aparece a faixa etária entre 5 a 9 anos de idade, com 12,3%.
Tabela detalhada de casos confirmados por idade em SCOs sintomas apresentados são febre, tosse, dor de garganta e dores nas articulações, musculares ou de cabeça. É fundamental que quem apresente esses sintomas procure o serviço de saúde ao tratamento adequado.
Os 10 municípios de SC que mais apresentaram casos:
- Lages – 54 casos
- Blumenau – 33 casos
- Florianópolis – 24 casos
- Palhoça – 21 casos
- São José – 18 casos
- Criciúma – 17 casos
- Joinville – 13 casos
- Videira – 10 casos
- Itajaí – 10 casos
- Jaraguá do Sul – 9 casos
Dos 341 casos notificados de SRAG por Influenza no Estado, 38 evoluíram para morte – apenas dois pacientes não apresentavam comorbidades. Dos óbitos, 11 foram em pessoas entre 70 e 79 anos e 13 pessoas acima de 80 anos.
Dive/SC orienta para medidas de prevenção
- Vacinação anual contra a Influenza;
- Lavar as mãos com frequência;
- Usar máscara;
- Evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas;
- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
- Evitar tocar mucosa de olhos, nariz e boca;
- Manter superfícies e objetos que entram em contato frequente com as mãos, como mesas, teclados, maçanetas e corrimãos limpos com álcool;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres;