Foto: LEORUSSO/NDA Campanha Nacional de Multivacinação terminou no último sábado em Florianópolis, mas as doses dos imunizantes continuam disponíveis nas salas de vacinação do município, informa a Prefeitura da Capital. Entre os dias 14 e 28 de outubro, período da iniciativa, houve avanço considerável na procura pelos imunizantes em relação aos meses anteriores, segundo o município.
Ao todo, foram cerca de 2.000 doses aplicadas a mais em relação ao período dos dias 14 a 28 de agosto e setembro. Em relação às crianças que participaram da campanha, menores de 15 anos, foram aplicadas 1.500 doses apenas no dia D, realizado no último dia 21, valor considerável para o município.
“As coberturas antes e depois desse período aumentaram aproximadamente 7%. É o que esperamos que ocorra todos os meses no decorrer do ano. Porque se a gente quer alcançar 95% de cobertura como estipulado pelo Ministério da Saúde, divididos ao longo de 12 meses, precisamos que essa demanda suba 8% ao mês, em média. Desta forma, conseguimos vacinar, em duas semanas, o que pretendemos vacinar durante os meses do ano”, afirma Renata Cardoso Pereira, enfermeira da Gerência de Vigilância Epidemiológica, Equipe de Imunização
Ela lembra que a ação tem por objetivo atualizar a caderneta de vacinação não apenas da criança e do adolescente, mas para todos que estavam com doses em atraso, oferecendo todas as vacinas do calendário nacional de vacinação.
“A vacinação não é apenas um ato individual de proteção, mas também coletivo, de responsabilidade social. A imunização infantil é vital para evitar surtos e epidemias de doenças que já deveriam estar erradicadas ou sob controle. Além disso, o calendário de vacinação infantil inclui imunizantes contra uma série de enfermidades graves, como meningite, pneumonia, e até o rotavírus, que podem ter complicações sérias em crianças”, explica.
Ainda de acordo com Renata, apesar de ter sido registrado um aumento nas coberturas vacinais desde o último ano, a ampla participação da população é fundamental. “A campanha deste ano é especialmente importante porque o Brasil tem enfrentado surtos de doenças como sarampo e poliomielite, que poderiam ser prevenidas com vacinação adequada. Tivemos em 2019 um surto de sarampo, por exemplo, que, apesar de todas as medidas de controle necessárias, só foi contido na época porque começou a pandemia e as pessoas passaram a ficar em isolamento social. Por isso, é fundamental prevenir agora a incidência destas enfermidades”, explica.
Imunidade coletiva
Foto: LEORUSSO/NDUm ponto muitas vezes esquecido é que as vacinas não beneficiam apenas os indivíduos que as recebem. No caso da poliomielite, a vacinação em crianças menores de cinco anos também contribui para a imunidade coletiva. Como o reforço é dado em gotinhas, a vacina é eliminada pelo corpo, ajudando na imunização indireta da população.
Renata avalia que a conscientização sobre a importância da vacinação enfrenta ainda outro desafio, pois muitas pessoas que têm filhos atualmente nunca vivenciaram as doenças que as vacinas ajudam a prevenir. “Isso pode dificultar a adesão a programas de vacinação, já que esses pais podem não entender plenamente o impacto que as vacinas tiveram em eliminar ou controlar essas doenças nos anos 80, 90 e início dos anos 2000”, aponta.
“É fundamental esclarecer que o motivo pelo qual muitas dessas doenças não são mais comuns é exatamente porque as vacinas foram eficazes em erradicá-las ou controlá-las. A ausência de doenças não significa que elas não existam, mas sim que foram controladas por meio da vacinação”, reforça Renata Pereira.
Onde se vacinar em Florianópolis
Para quem deseja vacinar-se ou vacinar seus filhos, o processo é simples: basta dirigir-se ao centro de saúde com a carteira de vacinação e documentos pessoais. Para os adultos, mesmo que a pessoa não tenha a carteira, os sistemas de saúde têm registros que podem ser usados para administrar aos imunizantes necessários. Para as crianças, é importante levar as cadernetas, já que seus esquemas de vacinação são mais complexos e requerem um acompanhamento detalhado.
Em relação à vacinação contra a Covid-19, a imunização com a bivalente pode ser realizada em todas as salas de vacinação; já a Pfizer Baby (6 meses a 5 anos) e a Pfizer Pediátrica/Adulto (acima de 5 anos) estarão disponíveis nos centros de saúde de Canasvieiras, Rio Vermelho, Saco dos Limões, Costeira, Abraão e Monte Cristo, além do Espaço Imuniza – localizado na Policlínica da Mulher e da Criança, que realiza a vacinação de todos os públicos, incluindo homens, adultos, idosos e gestantes; a Coronavac também poderá ser encontrada no Espaço Imuniza.
Para quem ainda não conseguiu tomar a vacina contra a influenza, continua disponível nos centros de saúde. As doses garantem a imunização contra a doença por um ano e são recomendadas para todas as idades e condições de saúde, sem contraindicações.
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Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.