Florianópolis está próxima de ter 40% dos seus moradores imunizados com a primeira dose da vacina contra a Covid-19, mostram os dados do Vacinômetro de Santa Catarina desta quinta-feira (10). Entretanto os números não asseguram qualquer relaxamento seguro das medidas.
Ao todo, 39,1% dos moradores tomaram a primeira dose. A taxa caí para 13,1% quando o assunto é a segunda. “É precoce falar em imunidade de rebanho com esses indicadores”, avalia Jefferson Traebert, professor e epidemiologista da Unisul (Universidade do Sul de SC).
Entre as três Capitais do Sul do Brasil, Florianópolis é a segunda que mais vacinou com a primeira dose – Foto: Rogério da Silva/Divulgação NDEntre as capitais do sul do Brasil, Florianópolis está atrás de Porto Alegre, que já aplicou a primeira dose em 50,54% dos seus moradores, e 28,83% já tomaram a segunda. Curitiba está em último, pois vacinou apenas 28,97% de seus moradores com a D1. Hoje, a Capital catarinense aplica a primeira dose em moradores com 52 e 53 anos.
SeguirConforme Traebert, é importante ressaltar que a imunização apenas é garantida com as duas doses. Os estudos que temos atualmente apenas consideram os resultados do esquema vacinal completo. “Não há como pressupor a eficácia da vacinação com apenas uma dose”, pontua.
A menor taxa do reforço vacinal reflete, em parte, o intervalo necessário entre as duas doses. Das três vacinas atualmente utilizadas em Santa Catarina, os imunizantes Pfizer e Astrazeneca requerem um intervalo de três meses. Quanto a Coronavac, a pausa é de 28 dias. Por outro lado, há uma baixa adesão, já admitida pela Secretaria Estadual de Saúde.
Na próxima semana, Santa Catarina recebe mais de 100 mil doses da Janssen. Este será o quarto imunizante a ser adotado no Estado, e o primeiro que requer a aplicação de apenas uma dose.
Longe da imunidade de rebanho
Ainda estamos longe da sonhada imunidade de rebanho, quando certa parcela da população se torna imune ao vírus de forma a agir como uma barreira para a sua proliferação, protegendo toda a população, mesmo os não imunes.
“Ainda não existe um número mágico, mas seria algo próximo de 70% da população vacinada com a segunda dose”, explica Traebert. O ideal é que a maioria da população esteja protegida para que o vírus não consiga se espalhar mais. “É importante ressaltar é que as pessoas não relaxem e se vacinem. As pessoas precisam fazer o ciclo completo”, finaliza.