Florianópolis concentra 38% dos casos de varíola dos macacos em SC; veja por cidade

Até o momento, 29 municípios catarinenses têm pacientes com a doença; houve acréscimo de 10% do número de casos desde o início do mês

Maria Fernanda Salinet Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Florianópolis concentra 38% dos casos confirmados de varíola dos macacos em Santa Catarina. De 308 pacientes com a doença, 118 são moradores da Capital, segundo a Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica).

11 novos casos de varíola dos macacos foram confirmados em 24h em Santa Catarina – Foto: Freepik/Divulgação/ND11 novos casos de varíola dos macacos foram confirmados em 24h em Santa Catarina – Foto: Freepik/Divulgação/ND

O último boletim foi divulgado nesta quinta-feira (13). Dos 1.436 casos notificados, 897 foram descartados e 208 permanecem em investigação. Houve um acréscimo de 10% do número de casos desde o dia 1º de outubro, quando havia 279 casos.

Até o momento, são 29 cidades com casos notificados. Além de Florianópolis, Balneário Camboriú (45), Joinville (28) e Blumenau (21) são os municípios de maior concentração.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Entre os principais sintomas estão as erupções cutâneas ou lesões de pele, seguido por linfonodos inchados ou ínguas, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.

Veja números por cidade

  • Florianópolis – 118
  • Balneário Camboriú – 45
  • Joinville – 28
  • Blumenau – 21
  • São José – 17
  • Itajaí – 15
  • Palhoça – 13
  • Camboriú – 8
  • Brusque – 6
  • Biguaçu – 5
  • Chapecó – 4
  • Gaspar – 3
  • Jaraguá do Sul – 3
  • São João Batista – 3
  • Indaial – 2
  • Itapema – 2
  • Navegantes – 2
  • Tijucas – 2
  • Abelardo Luz – 1
  • Balneário Piçarras – 1
  • Barra Velha – 1
  • Bombinhas – 1
  • Ilhota – 1
  • Lages – 1
  • Leoberto Leal – 1
  • Paulo Lopes – 1
  • Porto Belo – 1
  • Riqueza – 1
  • São Bento do Sul – 1

Estudo avalia contaminação por superfície

A varíola dos macacos pode ser transmitida pelo contato com superfícies contaminadas, é o que aponta um artigo que sinaliza os cuidados adicionais a serem adotados na prevenção dessas ocorrências. O estudo avalia a possível infecção de trabalhadoras da saúde.

Disponível ao público em visualização prévia (early release), o texto, intitulado Possible Occupational Infection of Healthcare Workers with Monkeypox Virus, Brazil, será publicado na edição de dezembro da revista científica Emerging Infectius Diseases, editada pelos CDC (Centers for Disease Control and Prevention).

Além da Fiocruz Pernambuco e do Cevs/SES-RS (Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul), participaram da investigação três universidades gaúchas e o Bernhard Nocht Institute for Tropical Medicine – National Reference Center for Tropical Infectious Diseases, de Hamburgo, na Alemanha.

Tópicos relacionados