A Prefeitura de Florianópolis contestou, nesta sexta-feira (30), por meio da Vigilância de Saúde, os números divulgados pelo Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) sobre os dados de crianças infectadas pelo novo coronavírus (Covid-19) após a volta às aulas presenciais.
Prefeitura contesta dados divulgados pelo Sintrasem – Foto: Leo Munhoz/NDO sindicato afirmou na última quarta-feira (28) que, um relatório interno da Vigilância em Saúde da prefeitura, obtido pelo Sintrasem, mostra que pelo menos 240 crianças matriculadas nas unidades de educação da cidade já foram diagnosticadas com a doença.
Segundo o levantamento, foram feitas 576 notificações de suspeita em crianças na comunidade escolar, o que significa uma taxa de 41,6% de positividade.
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Dados divulgado pelo sindicato nas redes sociais – Foto: Reprodução/FacebookEm nota divulgada nesta sexta (30), a administração municipal afirma que o dado correto é que 41% das crianças notificadas como casos suspeitos tiveram diagnóstico positivo. “Se considerarmos todas as crianças testadas [casos suspeitos mais contatos assintomáticos], o índice está em 15%”, afirma a prefeitura.
“A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Vigilância em Saúde, esclarece que a interpretação do Sintrasem sobre os dados epidemiológicos das escolas está equivocada”, completa.
Veja a nota na íntegra:
A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Vigilância em Saúde, esclarece que a interpretação do SINTRASEM sobre os dados epidemiológicos das escolas está equivocada. O dado correto é que 41% das crianças notificadas como casos suspeitos tiveram diagnóstico positivo. Se considerarmos todas as crianças testadas (casos suspeitos + contatos assintomáticos), o índice está em 15%.
A Vigilância em Saúde tem trabalhado continuamente para investigar e afastar os contatos positivos, quando informada sobre os casos nas Unidades Escolares, para interromper a cadeia de transmissão do vírus, conforme recomendado nos protocolos nacionais e internacionais de controle da COVID 19. A administração municipal salienta que assim como em quaisquer outros espaços, os protocolos para não disseminação de covid-19 devem ser seguidos por todos e que a interpretação equivocada de dados dificulta a interpretação de toda a população.
Greve em Florianópolis
A Prefeitura de Florianópolis informou no fim da tarde desta quinta-feira (29) que irá recorrer judicialmente sobre a decisão do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) de considerar legal a greve dos trabalhadores da Educação contra o retorno das aulas presenciais.
Em nota, a Prefeitura informou que “a exigência do sindicato para retomar o serviço é a vacinação dos profissionais, o que implicaria na retirada de doses para os idosos que são do atual grupo prioritário”.
Além disso, considerou como “ilegal e vai contra o Plano Nacional de Imunização. A prefeitura também lamentou que há escolas sem sequer darem aulas online, deixando as crianças sem qualquer tipo de ensino”.
A decisão do TJSC ocorreu em sessão na manhã desta quinta-feira (29), por maioria dos votos. Entre os motivos, os desembargadores que votaram pela legalidade do movimento entendeu que o sindicato cumpriu com todos os requisitos da lei para entrar em greve.
Procuradora de Justiça defende volta das aulas presenciais
“Não existe justificativa para a não volta às aulas neste momento”, argumentou a procuradora de Justiça Eliana Volcato Nunes, representante do Ministério Público estadual, durante a sessão da 3ª Câmara de Direito Público do TJSC, realizada nesta quinta-feira, que considerou legal a greve deflagrada em Florianópolis.
Ela destacou o fato de Florianópolis ser a única cidade catarinense sem aulas presenciais, “aumentando o abismo da desigualdade”, e a falta de justificativa para a absurda paralisação também do ensino remoto.