Florianópolis ‘deixa’ SC para trás e é uma das capitais que mais vacina crianças

Dado consta em nota técnica assinada pela Fiocruz e mostra discrepância entre os números de Santa Catarina e de Florianópolis

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Redação ND Florianópolis

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Florianópolis é uma das capitais com o maior índice de aplicação da primeira dose da vacina infantil. O dado consta na nota técnica assinada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e divulgada na última quarta-feira (15).

Um outro dado que chama a atenção, é que há uma discrepância entre a capital e o Estado já que Santa Catarina aparece abaixo da média nacional. Os números foram expostos – com preocupação – em nota técnica divulgada pelo Observatório Covid-19 Fiocruz, que aferiu a situação em todo o País, um mês após o início da imunização entre as crianças de 5 a 11 anos.

De acordo com o Vacinômetro Floripa, cerca de 42% das crianças de 5 a 11 anos tomaram a primeira dose da vacina. dado é diferente do nacional e a explicação pra isso pode estar no apagão dos dados do Ministério da Saúde – Foto: Leonardo Sousa/PMFDe acordo com o Vacinômetro Floripa, cerca de 42% das crianças de 5 a 11 anos tomaram a primeira dose da vacina. dado é diferente do nacional e a explicação pra isso pode estar no apagão dos dados do Ministério da Saúde – Foto: Leonardo Sousa/PMF

Se Santa Catarina aparece abaixo da média nacional, com 20,25% da aplicação da primeira dose, Florianópolis dá um ‘pulo’ e consta com 38,13% das doses aplicadas.

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Os dados apresentados apontam que a heterogeneidade entre estados e capitais é notável: todos os estados da região norte do país encontram-se abaixo da média nacional.

Entre as Unidades Federativas, apenas sete possuem cobertura de primeira dose maior que a média nacional (21%): Rio Grande do Norte (32,6%), Sergipe (23,9%), Espírito Santo (21,9%), São Paulo (28,1%), Paraná (28,6%), Rio Grande do Sul (23,2%) e o Distrito Federal (34,6%).

O pior desempenho está no Amapá, com apenas 5,3% da população na faixa etária entre 5 e 11 anos vacinada. Onze capitais estão abaixo da marca do país: Macapá (1,6%), Boa Vista (20,6%), Rio Branco (6,9%), Porto Velho (16%), Teresina (8,4%), João Pessoa (15,8%), Recife (1,9%), Belo Horizonte (18,4%), Campo Grande (1,6%) e Cuiabá (15,7%).

Preocupação dos especialistas

Mesmo com evidências científicas favoráveis à vacinação contra Covid-19 entre crianças no Brasil, a difusão de notícias falsas tem provocado resistência das famílias sobre a eficácia e segurança da imunização para a faixa etária entre 5 e 11 anos.

A nota lembra que a vulnerabilidade gerada oferece grande risco à infecção e à disseminação do vírus, inclusive entre outros grupos etários.

“Em um cenário em que apenas este grupo não está imunizado, ele se torna particularmente vulnerável à infecção e à disseminação do vírus, inclusive entre outros grupos etários”.

Os pesquisadores citam que o crescente movimento antivacina possui contorno diferente daquele observado em outros países.

“Trata-se aqui de um receio seletivo para a vacina contra a Covid-19. Mais do que nunca, cabe o devido esclarecimento à sociedade civil, com linguagem simples e acessível sobre a importância, efetividade e segurança das vacinas, envolvendo a responsabilidade de todos os níveis de gestão da saúde no país”, pontuam.

Nesse sentido, a volta às aulas é necessária, mas com a devida proteção às crianças. O documento destaca que a urgência, nesse momento, é por acelerar a distribuição de vacinas para todas as Unidades da Federação e o fortalecimento de uma rede colaborativa que faça os esclarecimentos necessários junto à população.

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