Florianópolis está entre as três Capitais com tendência de crescimento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) a curto prazo — nas últimas três semanas — em crianças e adolescentes, segundo o último Boletim InfoGripe da Fiocruz.
Florianópolis tem crescimento de SRAG em crianças – Foto: Taylor Brandon/Unsplash/NDAo lado da capital catarinense estão Cuiabá e Curitiba. No entanto, a incidência da doença está em queda na maior parte do país. As estimativas apontam uma média de 3,7 mil casos de 10 a 16 de abril, dos quais cerca de 1,8 mil são na faixa de crianças de 0 a 4 anos.
A análise alerta, no entanto, que segue crescendo o percentual de casos associados ao VSR (Vírus Sincicial Respiratório), que atingiu 41,5% do total de casos de SRAG nas últimas quatro semanas, mesmo sendo observado fundamentalmente em crianças. O estudo tem como base os dados inseridos no Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe) até o dia 18 de abril.
SeguirAlém disso, Florianópolis está entre as 8 das 27 Capitais que apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo — últimas 6 semanas: Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba(PR), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), e Rio Branco (AC).
Assim como destacado para os Estados, os dados por faixa etária nas Capitais sugerem se tratar de um aumento concentrado fundamentalmente nas crianças e adolescentes, com idades entre 0 e 19 anos.
Esse crescimento entre crianças também se observa em diversas das demais capitais que não apresentam sinal de crescimento para a população em geral. No entanto, algumas dessas localidades já apresentam início de queda nessas faixas etárias, revertendo a tendência de crescimento, segundo a Fiocruz.
O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, observa que a incidência de SRAG em crianças — que manteve sinal de ascensão significativa em diversos Estados desde o mês de fevereiro — apresenta formação de platô e início de declínio, refletindo em queda na curva nacional.
Os novos dados laboratoriais apontam predomínio de casos associados ao VSR, sendo 66,4% entre os positivos nas últimas quatro semanas na faixa etária de 0 a 4 anos e 23% na faixa de 5 a 11 anos. Com relação ao rinovírus, o predomínio de casos foi de 36% e, de Covid-19 foi de 28%. “No agregado nacional, verifica-se cenário de estabilização em todas as faixas etárias da população adulta”, sinaliza Gomes.