Florianópolis está entre as 4 capitais com alta de SRAG a longo prazo; SC segue em queda

Dados por faixa etária seguem apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2 (Covid-19), especialmente na população adulta, segundo Fiocruz

Bruna Stroisch Florianópolis

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Florianópolis está entre as seis Capitais com tendência de crescimento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) a longo prazo, nas últimas seis semanas, segundo o último Boletim InfoGripe divulgado pela Fiocruz, nessa quarta-feira (21).

Florianópolis está entre as 6 capitais com alta de SRAG a longo prazo – Foto: Leo Munhoz/NDFlorianópolis está entre as 6 capitais com alta de SRAG a longo prazo – Foto: Leo Munhoz/ND

Ao lado da Capital catarinense estão Fortaleza (CE), Macapá (AP), e plano piloto e arredores de Brasília (DF). Nas demais, o sinal é de queda ou estabilidade na tendência de longo prazo e estabilidade nas semanas recentes.

Num cenário estadual, Santa Catarina tem probabilidade de queda de casos da SRAG a curto – últimas três semanas – e longo prazo.

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Referente à Semana Epidemiológica (SE) 37, período de 11 a 17 de setembro, o boletim tem como base os dados inseridos no Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe) até o dia 19 de setembro.

Capitais e região de saúde central do Distrito Federa – Foto: Fiocruz/Divulgação/NDCapitais e região de saúde central do Distrito Federa – Foto: Fiocruz/Divulgação/ND

Sars-CoV-2

Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária seguem apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2, especialmente na população adulta, conforme a pesquisa da Fiocruz.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 9,7% para influenza A; 0,8% para influenza B; 8,6% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 55,8% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos nesse período foi de 1,9% para influenza A; 0,0% para influenza B; 0,0% para VSR; e 90,3% para Sars-CoV-2.

Os dados atuais sugerem que a tendência de aumento de casos entre crianças e adolescentes (0 a 17 anos) que se observou na maioria dos Estados a partir do final de julho, já dá claros indícios de interrupção na maioria dos estados, com alguns desses já apresentando início de processo de queda.

No cenário geral, observa-se queda ou estabilidade na incidência de casos em praticamente todas as faixas etárias da população adulta. A curva nacional segue apontando para um patamar inferior ao observado em abril de 2022, até então o mais baixo desde o início da epidemia de Covid-19 no Brasil.

Alta de influenza A em SP

Por outro lado, o pesquisador Marcelo Gomes alerta para o aumento recente de casos associados à influenza A: o vírus H3N2 gerou um surto fora de época no final do ano passado e está aparecendo novamente em São Paulo.

Os indícios na Capital paulista sinalizam tendência de aumento de SRAG nas últimas semanas, observado especialmente em crianças e adolescentes, e pode estar associado ao aumento de casos de influenza.

“Por isso, não podemos esquecer da vacina para ter a melhor proteção possível”, destacou o coordenador do InfoGripe.

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