Florianópolis passa de 5 mil casos de diarreia em 30 dias

Norte da Ilha de Santa Catarina permanece como o maior registro de casos de diarreia, sendo 3.299 dos 5.019 já confirmados

Redação ND Florianópolis

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Florianópolis já registra 5.019 casos de diarreia em 30 dias, ou seja, uma média de 167 diariamente, conforme os dados disponibilizados até esta segunda-feira (30).

Imagem para ilustrar dores de diarreia mostra uma mulher encolhida usando uma camiseta azul, uma calça social e com a mão na barriga Mais de 5 mil casos foram registrados apenas em Florianópolis até segunda-feira – Foto: Pexels/Divugalção/ND

De acordo com os dados da sala de situação da Vigilância Epidemiológica da Capital, o Norte da Ilha de Santa Catarina permanece como o maior registro de casos, sendo 3.299 na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Norte e outros 1.720 na unidade do Sul.

Vale ressaltar que o monitoramento das Doenças diarreicas aguadas é realizado por meio das Unidades Sentinelas (UPA Norte e Sul).

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Além disso, a última semana contou com o maior número de atendimentos nas unidades de saúde, sendo 1.356 entre o dia 22 de janeiro até o último domingo (28).

Confira os casos por semana:

Ainda conforme os dados da gerência de Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, 9 de janeiro foi o “destaque” com 250 casos em apenas um dia na Capital.

Causador da epidemia de diarreia em Florianópolis

Resultados preliminares apontam que a epidemia de diarreia em Florianópolis é causada pelo norovírus.

De acordo com a prefeitura da capital, o desfecho ocorreu após análise das amostras enviadas para o laboratório de virologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e da BiomeHub.

O norovírus foi identificado em 63% das amostras de fezes coletadas no Norte da Ilha de Santa Catarina, principal concentração de casos de diarreia.

A Secretaria Municipal de Saúde informou, nesta segunda-feira (30), que ainda não tem data para divulgação das análises complementares.

Cuidados

  • Lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel, especialmente antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, manipular e preparar alimentos, amamentar e tocar em animais;
  • Beber bastante água desde que seja filtrada, tratada ou fervida. Não consumir água sem saber a procedência;
  • Não utilizar gelo de procedência desconhecida;
  • Não consumir alimentos fora do prazo de validade, mesmo com boa aparência;
  • Alimentos deteriorados, com aroma, cor ou sabor alterados, não devem ser consumidos;
  • Não consumir alimentos em conserva se as embalagens estiverem estufadas ou amassadas;
  • Evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos, principalmente carnes, pescados e mariscos, ou de procedência desconhecida;
  • Embalar adequadamente os alimentos antes de colocá-los na geladeira;
  • Não tomar banho em águas de praias impróprias/poluídas;
  • Higienizar frutas, legumes e verduras com solução de hipoclorito a 2,5% (diluir uma colher de sopa de água sanitária para um litro de água por 15 minutos, lavando em água corrente em seguida para retirar resíduos);
  • Lavar e desinfetar superfícies e utensílios usados na preparação de alimentos.

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