Florianópolis já registra 3.684 casos de dengue apenas até o último domingo (12). O número é 25,5 vezes superior ao recorde anual de casos. Além disso, já é considerado o ano com o maior número de mortes.
Florianópolis tem o ano com o maior número de casos de dengue desde 2016 – Foto: Jcomp/Freepick/NDDe acordo com os boletins epidemiológicos da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), em 2021, foram 144 casos ao longo de todo o ano e era considerado como o recordista desde 2016.
O último boletim da Dive/SC aponta para 3.112 casos autóctones de dengue em Florianópolis. No entanto, a última atualização da Sala de Situação, utilizada pela Gerência de Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, aponta para um total de 3.684 confirmados por dengue na Capital.
SeguirVeja a evolução de casos:
Ainda de acordo com a Dive/SC, os 11 casos confirmados em Florianópolis em 2016 foram autóctones, ou seja, adquirida na cidade. Na ocasião, Santa Catarina totalizou 4.378. No ano seguinte, nenhum caso foi confirmado na Capital.
Em 2018, todos os seis casos foram importados, ou seja, adquiridos em outro local. No ano seguinte, 20 foram autóctones e 32 importados e já considerado como infestado pelo mosquito Aedes aegypti.
Já em 2020, foram 37 autóctones – representando 0,3% dos mais de 11 mil casos totais de Santa Catarina – e 16 importados.
O recordista anterior foi o ano de 2021 com 135 casos autóctones e nove importados. Na ocasião, uma pessoa também morreu em decorrência da dengue. Todos os números foram ultrapassados apenas pelos registros até o início de junho deste ano.
Focos de Aedes aegypti
Florianópolis confirmou, na última terça-feira (14), que já foram identificados 4.681 focos de Aedes aegypt, mosquito responsável por transmitir a doença.
Ainda de acordo com a prefeitura de Florianópolis, os bairros que tiveram um número significativo de focos em 2021 como, por exemplo, Rio Vermelho e Centro, ainda não foram trabalhados em sua totalidade.
Dengue em SC
A dive/SC alertou, na última quarta-feira (15), que o ano de 2022 está sendo marcado pela pior epidemia de dengue da história de Santa Catarina. No total, já são 66 mortos pela doença e 65 cidades em epidemia.
De acordo com a publicação, a maioria das mortes foi de pessoas com mais de 60 anos. Este público soma 72,7% dos casos, com 48 óbitos: 12 de pessoas entre 60 e 69 anos; 14 de pessoas entre 70 e 79 anos; 17 de pessoas entre 80 e 89 anos e cinco pessoas com 90 anos ou mais.
Outro dado divulgado é que 31 das 66 mortes são em homens idosos. Todas as mortes são de pessoas com comorbidades.
Foram identificados 47.166 focos do mosquito Aedes aegypti em 229 municípios entre 2 de janeiro a 14 de junho de 2022. No mesmo período do ano passado, eram 42.688 focos em 217 municípios. O aumento foi de 11% no número de focos detectados.