Os hospitais de Florianópolis precisam de 45 leitos de UTI nos próximos 15 dias. A demanda é apontada por um estudo da Secretaria Municipal de Saúde, diante do número de novos casos diagnosticados diariamente e da ocupação de mais de 90% dos leitos de UTI (unidade de Terapia Intensiva) nos hospitais da Capital. O assunto será discutido em reunião entre os secretários de Saúde do Estado, André Motta Ribeiro, e do município, Carlos Alberto Justo da Silva, o professor Paraná.
Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis (SC) – Foto: Anderson Coelho/NDA reunião de emergência foi solicitada pela prefeitura de Florianópolis nesta segunda-feira (6), após os alertas dos hospitais sobre a situação de pré-colapso do sistema no final de semana, mas foi marcada pelo governo do Estado apenas para quarta-feira (8). De acordo com o secretário municipal de Saúde, Carlos Alberto Justo da Silva, a prefeitura quer saber quais são os projetos de ampliação de leitos de UTI não só para Florianópolis, como para os hospitais da Grande Florianópolis.
Uma das preocupações é com a regulação da internações, ou seja, a migração de pacientes de outras regiões para os hospitais de Florianópolis, uma vez que todos os pacientes internados assinam um termo para autorizar a transferência em caso de necessidade. Segundo Justo, atualmente, os hospitais de Florianópolis atendem pacientes com Covid-19 residentes na Capital, em cidades da Grande Florianópolis e até de outras regiões do Estado. “Isso tudo precisa de uma capacidade muito grande de regulação”, explica.
SeguirO secretário municipal de Florianópolis destaca ainda que, com a chegada do inverno e do frio, a necessidade de internação de pacientes com comorbidade tende a se agravar, o que demandaria mais leitos de internação. Além disso, o prefeito Gean Loureiro esteve reunido com a Fecam (Federação Catarinense dos Municípios) na segunda-feira, e fará um pedido ao Ministério da Saúde para o credenciamento de mais leitos de UTI, que garantem recursos federais para manutenção nos hospitais.
Segundo Justo, haverá sempre pressão para novos leitos, mas dados de projeções da secretaria municipal de Saúde apontam a necessidade de 45 leitos de UTI nos próximos 15 dias para atender a crescente demanda, principalmente de pacientes de outras cidades do Estado. Uma solução pode ser a implantação de unidades semi intermediárias equipadas com suporte avançado de vida (gases, monitores e outros equipamentos).
Outros dois assuntos também deverão ser discutidos na reunião: a contratação de profissionais aptos para atender pacientes de Covid-19 e a aquisição de medicamentos (anestésicos e relaxantes musculares), que já começam a faltar não só em Santa Catarina, como em outros estados e países, devido a crescente demanda. “Um dos motivos que suspenderam as cirurgias eletivas é para poupar os anestésicos que são necessários para entubar os pacientes de Covid-19”, completa Justo.