A Secretaria de Saúde de Florianópolis já registrou 913 casos de diarreia até esta segunda-feira (9). Os dados são contabilizados desde o dia 1º de janeiro e a situação é considerada epidemia. Até então, a origem dos quadros de diarreia permanece desconhecida.
Apenas na UPA Norte, 750 casos foram registrados. A região concentra maior densidade populacional – Foto: Arquivo/Cristiano Andujar/PMFDe todos os casos, 750 foram registrados na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Norte – instalada em região que concentra maior densidade populacional – e outros 163 na UPA Sul. Elas são sentinelas para a avaliação da doença no município.
A Vigilância Epidemiológica de Florianópolis aguarda o resultado de exames realizados pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina) que visam identificar qual é o agente responsável por provocar o aumento dos casos.
SeguirAs pessoas acometidas pela diarreia defecam mais vezes, e as fezes são moles ou líquidas. O quadro pode ser provocado por diferentes “agentes etiológicos”: bactérias, vírus, toxinas e outros parasitas.
O aumento vertiginoso de casos foi classificado como epidemia pois os registros superaram a média de notificações comum ao período. Entre 2014 e 2019, a Prefeitura de Florianópolis identificou uma média de 490 casos de diarreia entre 1º e 6 de janeiro – era 578 casos em 2023.
Os dois anos de pandemia foram excluídos do cálculo devido à menor circulação de pessoas.
Cuidados
Deve-se evitar que os alimentos fiquem fora de refrigeradores por mais de duas horas. As carnes devem ser bem cozidas e as mãos devem ser lavadas antes de cozinhar e ingerir alimentos. Ana Vidor, gerente da vigilância epidemiológica de Florianópolis, orienta os seguintes cuidados:
- lavar as mãos com frequência e utilizar álcool gel;
- cuidar com a origem dos alimentos e bebidas, prestando atenção na refrigeração correta;
- alimentos devem estar bem armazenados;
- moradores e banhistas devem consumir em locais fiscalizados;
- evitar excesso de bebidas e frituras, que podem irritar o estômago;
- evitar locais com aglomeração e lavar as mãos frequentemente nesses locais;
- respeitar as recomendações de balneabilidade;
- caso esteja com diarreia e vômito, é recomendo ficar em casa e evitar se expor ao sol.