Florianópolis se prepara para receber vacina da Pfizer

Imunizante que ainda não foi aplicado no Brasil pode chegar em 2 de maio; além disso, consórcio de vacinas busca adquirir doses da Sputnik V, da Rússia

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Na última sexta-feira (23), o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM) visitou a sede do Grupo ND. Em entrevista aos jornalistas da casa, Gean falou sobre os preparativos para receber e aplicar uma nova vacina contra a Covid-19, o da Pfizer. Alguns locais na capital estão sendo preparados para o armazenamento.

Vacina da Covid-19Vacina da Pfizer deve chegar em 2 de maio e ser mais uma opção para imunizar a população em Florianópolis e outras capitais – Foto: Mauricio Vieira/Secom/Divulgação/ND

Segundo Gean, além do Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira, em Canasvieiras, Norte da Ilha, a vacinação com imunizante da Pfizer ocorrerá no Floripa Shopping, UFSC, antigo aeroporto e Beira-Mar Continental.

Inicialmente, esta vacina será enviada apenas para as capitais. Isso porque a vacina da Pfizer exige procedimentos diferentes daqueles adotados para Coronavac e AstraZeneca, os imunizantes que Santa Catarina teve acesso até o momento. A expectativa é de que a vacina da Pfizer chegue em 2 de maio.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

“Ela precisa estar armazenada a -80º. Já temos os três ultracongeladores na universidade. É necessário ter um diluente, uma seringa com outra capacidade e um treinamento para a equipe”, disse Gean.

Cidades mais próximas da vacina Russa

Gean preside o Conectar, consórcio nacional das cidades brasileiras para compra de vacinas, e disse que trabalha junto ao Ministério da Saúde para agilizar a compra de 30 milhões de doses de outro imunizante: Sputnik V.

A forma de aquisição, entretanto, ainda não foi definida. O consórcio apresentou uma proposta, que está em avaliação.

Em entrevista ao Grupo ND na última sexta-feira (22), Gean Loureiro falou das tratativas para aquisição de vacinas da Pfizer e Sputnik V, da Rússia. – Foto: Reprodução/NDEm entrevista ao Grupo ND na última sexta-feira (22), Gean Loureiro falou das tratativas para aquisição de vacinas da Pfizer e Sputnik V, da Rússia. – Foto: Reprodução/ND

“Na reunião que tivemos com o secretário executivo do Ministério da Saúde, responsável por essa área, ele nos solicitou uma minuta de proposta, o que foi feito na última quinta-feira (22)”, informou Gean.

A proposta enviada prevê que a compra direta pelos municípios pode ser solicitada 50% pelo PNI (Plano Nacional de Imunização), ou seja, recurso federal, e 50% com recurso dos municípios.

Ainda segundo Gean, outra questão precisa ser resolvida: o comportamento do PNI em relação aos municípios que comprarem direto.

“Por exemplo, se São José faz uma compra de 100 mil doses e paga com recurso da prefeitura. Quando o Governo Federal tiver que entregar as vacinas, vai deduzir isso, ou continuar entregando?”, questiona o prefeito.

Vacinação do grupo com comorbidades

Outra indefinição no PNI é em relação aos protocolos de aplicação das pessoas com comorbidade.

Enquanto não há dose para todos, é preciso priorizar grupos com mais risco para a doença- Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Arquivo/NDEnquanto não há dose para todos, é preciso priorizar grupos com mais risco para a doença- Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Arquivo/ND

“O que vai ser discutido tecnicamente é qual vai ser a forma de comprovação e o sistema para ser realizado” disse o prefeito de Florianópolis.

Gean acha que é preciso clareza, tanto na ordem de vacinação – de acordo com a comorbidade – quanto na forma de comprová-la, para iniciar a imunização desse grupo prioritário da forma correta e justa.

Tópicos relacionados