Florianópolis segue com nível alto de SRAG, mas SC apresenta queda; veja detalhes

Em 2022, foram registradas 34.932 mortes no país, sendo 75,2% com resultado positivo para algum vírus respiratório

Redação ND Florianópolis

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Florianópolis segue com nível alto para casos de SRAG (Síndrome Aguda Respiratória) pelos indicadores de transmissão comunitária, conforme o último Boletim InfoGripe da Fiocruz.

Florianópolis tem aumento dos casos de internação por SRAG – Foto: Freepik/Banco de Imagens/NDFlorianópolis tem aumento dos casos de internação por SRAG – Foto: Freepik/Banco de Imagens/ND

Nos últimos meses, a Capital apresentou crescimento da doença em crianças e adolescentes, mas este último levantamento não apontou sinais de aumento na faixa etária.

Por outro lado, o estudo aponta manutenção de queda de casos em grande parte dos Estados do Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que apresentavam manutenção de patamar elevado em crianças até a última atualização do InfoGripe, têm queda de incidência nessa faixa etária.

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Os dados são referentes à (SE) Semana Epidemiológica 31, período de 31 de julho a 6 de agosto. O boletim tem como base os dados inseridos no (Sivep-Gripe) Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe até o dia 8 de agosto.

A gerente de Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, Ana Cristina Vidor, em entrevista ao ND+ em maio, quando havia cerca de 40 casos semanais de SRAG, disse que os dados de internação em crianças cresciam desde o início do ano.

A gerente, que também é médica epidemiologista, explicou que a época do ano é de circulação de influenza e de outros vírus respiratórios, como vírus sincicial respiratório, que ataca crianças.

Como solução para o aumento, a médica apontou a importância da vacinação e atualização do calendário vacinal.

“O importante agora é focar na vacinação contra influenza e completar os esquemas vacinais contra a Covid-19. Estes são os melhores meios que temos atualmente para impedir esse crescimento que tem sido observado tanto em adultos como em crianças”, explicou.

Situação no país

Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária seguem apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2, especialmente na população adulta. No grupo de 0 a 4 anos, o volume de casos associados à Covid-19 se mantém acima do observado para o VSR nas últimas quatro semanas.

Pelos indicadores de transmissão comunitária, apenas duas Capitais integram macrorregiões de saúde que apresentam incidência de casos semanais abaixo do nível considerado alto.

Das 27 capitais, duas estão em macrorregiões de saúde em nível pré-epidêmico (Palmas e São Luís), três em macros em nível epidêmico (Cuiabá, João Pessoa e Vitória), 20 estão em macros em nível alto (Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Teresina), dois em nível muito alto (Belo Horizonte e Boa Vista), e nenhuma em nível extremamente alto.

Referente aos casos de SRAG em 2022, já foram registradas 34.932 mortes, sendo 26.259 (75,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 6.949 (19,9%) negativos e ao menos 721 (2,1%) aguardando resultado laboratorial.

Entre as mortes, a prevalência entre os casos positivos nas quatro últimas semanas epidemiológicas foi de 1,0% para influenza A; 0,0% para influenza B; 0,3% para VSR; e 96,1% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

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