A Secretaria de Saúde de Florianópolis suspeita que 49 casos de Covid-19 foram provocados pela variante Ômicron. A transmissão do vírus teria ocorrido em três bares da Capital. Até então, três moradores de Santa Catarina foram detectados com a nova mutação.
Transmissões da Covid-19 teriam ocorrido em três bares – Foto: Arquivo/Ashley Byrd/Unsplash/NDA Vigilância Epidemiológica aguarda o resultado das análises de laboratório. O procedimento é realizado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), instituição vinculada ao Ministério da Saúde. Não há previsão para a divulgação dos resultados. O nome dos estabelecimentos não foi divulgado pela pasta.
A orientação da pasta é que os moradores sigam os os protocolos já existentes contra a Covid-19. Quando não estiver consumindo nos bares, a a recomendação é utilizar máscaras e dar preferência para lugares abertos e bem ventilados.
SeguirOs casos da variante Ômicron confirmados em Santa Catarina foram registrados em duas cidades da Grande Florianópolis -uma mulher de 38 anos, de Palhoça, e outra de 35 anos, residente em São José. O primeiro caso confirmado foi de um homem de 66 anos, morador de Jaraguá do Sul, que retornou de uma viagem da África do Sul no início de dezembro.
Ômicron em Santa Catarina
Na atualização do dia 21 de dezembro, a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) informou que 56 casos estavam em investigação no Estado. Nove municípios contavam casos suspeitos, localizados entre o Norte, Vale do Itajaí e a Grande Florianópolis. A grande maioria, mais de 82% desses casos, estão concentrados na Capital catarinense.
Segundo estudos preliminares, a variante é mais transmissível e contagiosa do que a Delta. Entretanto dados procedentes de focos de contágio na África do Sul, no Reino Unido e na Dinamarca indicam menor risco de hospitalização em pacientes que contraíram a Ômicron, em comparação com os que foram infectados com a Delta, afirma a OMS.
A propagação do vírus também motivou o cancelamento da queima de fogos na Capital.