Florianópolis ultrapassa 200 mortes e tem jovens entre os mais infectados pela Covid-19

Dos mais de 27 mil casos, 25% foram diagnosticados em adultos de 30 a 39 anos. Jovens de 20 a 29 (20%) e o grupo de 40 a 49 (19%) seguem como os com mais afetados respectivamente

Catarina Duarte Florianópolis

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Com a morte de três idosos — todos homens com 85, 74 e 78 anos, respectivamente — Florianópolis ultrapassou a marca de 200 mortes pela Covid-19. O dado é do boletim divulgado na quarta-feira (18) pela SES (Secretaria de Estado da Saúde).

Florianópolis ultrapassa 200 mortes e tem jovens entre os mais infectados pela Covid-19 – Foto: Reprodução/SSPFlorianópolis ultrapassa 200 mortes e tem jovens entre os mais infectados pela Covid-19 – Foto: Reprodução/SSP

As 203 mortes na Capital, não são confirmadas pela secretaria municipal de saúde. Segundo dados do órgão, o total de vítimas é 199. O que não muda a classificação do município como o segundo com mais mortes por Covid-19 no Estado.

Questionada sobre a divergência, a secretaria de saúde de Florianópolis respondeu que os dados estão sendo avaliados em conjunto com o governo estadual. O órgão não explicou o que causou essa diferença.

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O conflito de dados também é notado no número de casos confirmados da doença. Para a prefeitura são 26.197, enquanto para a SES o total é 27.066. São 869 a mais para a pasta estadual.

Homem e jovem: perfil dos infectados

Das 203 vítimas da Covid-19 em Florianópolis, 136 eram pais, avós, tios e filhos e outras 67 mães, irmãs, primas, filhas. A doença levou 61 idosos com idade entre 70 e 79 anos, 56 de 80 a 89 e 16 com 90 ou mais.

Morreram ainda um adolescente na faixa etária de 10 a 19 anos, um jovem de 28 anos e um adulto de até 39 anos. No grupo de pessoas com 50 a 59 anos, 24 vidas foram perdidas. Outras 34 vítimas tinham entre 60 e 69 anos.

Jovens são o grupo com mais casos confirmados de Covid-19 em Florianópolis – Foto: Reprodução/SESJovens são o grupo com mais casos confirmados de Covid-19 em Florianópolis – Foto: Reprodução/SES

O perfil dos infectados muda em relação aos mortos na Capital. Dos mais de 27 mil casos, 25% foram diagnosticados em adultos de 30 a 39 anos. Jovens de 20 a 29 (20%) e o grupo de 40 a 49 (19%) seguem como os com mais afetados respectivamente.

Em relação aos casos ativos, classificação dada aos pacientes infectados com potencial de transmissão, Florianópolis tem 2.228 pessoas nesta condição. Os dados são da SES, que novamente apresentam divergências em relação ao divulgado pela prefeitura.

Segundo a prefeitura, o número de casos ativos é inferior ao divulgado pela SES, ficando em 1.634.

Transmissibilidade alta

A matriz de risco divulgada na quarta-feira (18) mostra que a pandemia segue evoluindo na Grande Florianópolis.

O monitoramento divide o estado em 15 regiões e considera quatro itens: evento sentinela (mede a mortalidade), transmissibilidade (variação de casos), monitoramento (casos investigados) e capacidade de atenção (ocupação de leitos de UTI).

A Grande Florianópolis, que esteve por duas semanas no nível gravíssimo, está em alerta no item transmissibilidade. Segundo a SES, o grande do número de casos dificulta ações de vigilância e monitoramento de casos e contatos.

A indicação é que neste cenário sejam aplicadas ações que reduzam o contato entre as pessoas como a restrição do funcionamento de atividades.

A secretaria de saúde de Florianópolis avalia que um dos fatores que contribuiu para o aumento no número de casos foi o relaxamento por parte das pessoas em aderir às medidas de distanciamento e combate ao novo coronavírus.

Ações de fiscalização tem acontecido na Capital por meio da Vigilância Sanitária e da Guarda Municipal. De outubro até novembro foram aplicadas 19 multas por descumprimento das medidas sanitárias.

Bares e restaurantes, que tem funcionamento condicionado a regramentos, são os locais onde a Vigilância tem recebido mais denúncias de aglomeração.

De acordo com a secretaria, o foco no momento é o combate ao atual surto. As medidas concretas são de aumento de testagem e de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O objetivo é que sejam realizados 1 mil testes diários.

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