O início da vacinação de professores contra a Covid-19 em Santa Catarina tem data marcada: 31 de maio. No entanto, alguns municípios pedem a liberação do governo do Estado para começar imediatamente a imunizar o grupo.
A pressa foi contida nesta quinta-feira (20) com uma nota técnica emitida pela SES (Secretaria de Estado da Saúde) e Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica). O Estado quer que os municípios vacinem os profissionais contra a gripe primeiro, e que iniciem juntos a imunização contra o novo coronavírus. Além disso, o governo ressalta que não há vacinas sobrando em Santa Catarina para antecipar a vacinação.
Municípios tentam antecipar vacinação de professores em Santa Catarina – Foto: Leo Munhoz/ND“Na primeira etapa, que será realizada no período de 11 de maio a 8 de junho, os trabalhadores da educação, pública e privada, devem receber a vacina contra a influenza. Para isso, devem apresentar um documento que comprove sua vinculação ativa com o estabelecimento de educação em qualquer posto de vacinação. Após o intervalo mínimo de 14 dias, a partir do dia 31/05, será iniciada a vacinação contra a Covid-19 para este grupo, de forma escalonada”, explica a nota técnica.
SeguirO prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), usou o Twitter na última quarta-feira (18) para informar que iria solicitar à CIB (Comissão Intergestores Bipartite) e ao Estado para iniciar a vacinação em professores de imediato.
“Nossa equipe de vacina não pode ficar ociosa”, justificou o prefeito. A ideia foi acordada entre as prefeituras de Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça.
O governo do Estado informou que os municípios não conseguiram passar de 25% da imunização dos grupos com comorbidades, e ainda precisam avançar nas doses de Influenza, por isso, não há vacinas sobrando para antecipar a imunização de novos grupos.
Vale ressaltar que na Capital, particularmente, há uma greve na educação que atinge quase 90% das escolas e creches, onde uma das principais exigências para a volta da classe é justamente a vacinação.
A Dive informou nesta quinta (20) que “após a solicitação de alguns municípios para antecipar a vacinação contra a Covid-19 desses profissionais, uma nova reunião foi agendada para a próxima segunda-feira (24) para discutir o assunto”.
De acordo com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, a reunião estava marcada para ocorrer nesta quinta, mas foi adiada. A Dive afirmou que o adiamento ocorreu por problema de agenda dos participantes.
Estimativa é de mais de 176 mil professores
O levantamento realizado pela SED (Secretaria de Estado da Educação) estima que o quantitativo de profissionais a serem vacinados neste grupo é de 176.363 pessoas. O público foi subdividido em 13 grupos, por público-alvo prioritário.
O primeiro deles é de professores e auxiliares que atuam nas instituições de Educação Especial (Centro de Atendimento Educacional Especializado – CAESP). A estimativa deste grupo é de 4.818 pessoas.
“A vacinação contra a Covid-19 será iniciada pelo Grupo 1, sendo que os demais grupos serão incluídos conforme a conclusão do grupo anterior e a disponibilidade de doses enviadas pelo Ministério da Saúde”, destaca a nota.
Dependendo do número de doses da vacina que for disponibilizada, a vacinação de cada grupo deverá seguir o ordenamento por faixa etária, com a seguinte ordem:
- 50 a 59 anos;
- 40 a 49 anos;
- 30 a 39 anos;
- 18 a 29 anos.
Comprovação para receber a vacina
Os trabalhadores da educação deverão apresentar documento com foto, CPF ou Cartão SUS, contracheque e documento comprobatório da área de atuação emitido pelo Gestor da instituição.
A comprovação deve seguir um modelo específico indicado pela Dive, conforme a imagem abaixo:
Modelo de atestado de comprovação para a vacinação de professores em Santa Catarina – Foto: Reprodução/DivePor fim, o Estado faz uma observação referente à logística dos municípios e organização a respeito da imunização do grupo.
“As listas nominais dos trabalhadores de educação por município de atuação será encaminhada para todos os municípios organizarem a logística de vacinação. A Secretaria de Estado da Educação realizou um censo da educação e encaminhou as listagens para a Secretaria de Estado da Saúde. Caso o trabalhador não tenha o seu nome listado, mas tenha a declaração da escola, ele poderá ser vacinado após a vacinação de todos os grupos prioritários. Orientamos aos municípios que evitem aglomerações durante a realização da vacinação”, finaliza.