O Ministério da Saúde encaminhou ao Estado de Santa Catarina novas orientações para gestantes e puérperas, com e sem comorbidades, que já haviam recebido a primeira dose da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca.
A orientação é para aguardar o término do período da gravidez e do puerpério, até 45 dias após parto, para receber a segunda dose.
A orientação é do PNI (Programa Nacional de Imunizações) e atende a um pedido da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
SeguirGestantes e puérperas com comorbidades podem ser vacinadas com Coronavac e Pfizer
A vacinação de gestantes e puérperas com comorbidades podem ser realizadas com doses das vacinas dos laboratórios Sinovac/Butantan e Pfizer.
Mas, para que possam ser vacinadas, as gestantes e puérperas devem comprovar a condição de risco por meio de relatório médico, além de prescrição da vacina, após análise conjunta entre médico e paciente, da avaliação de riscos e benefícios do uso do imunizante.
Para as gestantes e puérperas sem comorbidades, a imunização, com qualquer vacina contra a Covid-19, está suspensa.
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Santa Catarina segue orientações do Ministério da Saúde
A Secretaria de Saúde do Estado vai seguir as orientações do Ministério da Saúde disponíveis em nota técnica.
“Nós já encaminhamos a nota aos municípios para conhecimento e fizemos uma reunião na tarde da última quinta (20) com todas as 17 centrais regionais para prestar orientações e esclarecer dúvidas sobre o assunto”, afirma João Augusto Brancher Fuck, diretor da DIVE (Diretoria de Vigilância epidemiológica).
Suspensão das vacinas em gestantes
No dia 11 de maio, a Anvisa recomendou a suspensão da administração da vacina AstraZeneca em grávidas e puérperas depois que uma gestante, que tomou a vacina deste laboratório, apresentou reação adversa grave ao imunizante.
De acordo com Mário Júlio Franco, diretor científico da Sogisc (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de Santa Catarina), o aumento de coagulações é comum durante a gestação, inclusive necessário ao parto. O problema é quando as tromboses ocorrem de forma exacerbada, e em regiões como o cérebro e pulmão, provocando derrame cerebral e embolia pulmonar.
A principal dificuldade enfrentada no momento é a falta de dados que apontem a associação entre a Astrazeneca e as tromboses. A bula de todas as três vacinas aplicadas no Brasil relatam que não há resultados conhecidos da aplicação dos respectivos imunizantes em gestantes.