Os prefeitos da Grande Florianópolis se reuniram para discutir medidas de combate à pandemia na região, em que também esteve o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro. O encontro, realizado nesta quarta-feira (10), teve resultado importante para toda a região: a criação de um Centro Integrado de Operações composto por prefeitos, secretários de Saúde e representantes estaduais, com o objetivo principal de avaliar a e criar medidas de combate à pandemia, com a primeira reunião já nesta quinta (11).
Em reunião com os prefeitos da Grande Florianópolis, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, também sinalizou intenção de reabrir hospitais privados de Florianópolis que se encontravam fechados devido à superlotação, agravada pela pandemia da Covid-19.
Os hospitais abarcados pela medida devem ser o Hospital Baía Sul e o Hospital Dr. Carlos Corrêa, visando remanejar os pacientes menos graves do vírus para outras unidades hospitalares.
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Reunião teve pedido de ajuda dos prefeitos da região à gestão estadual – Foto: Divulgação/NDOs prefeitos apresentaram as dificuldades da região, ressaltando que o colapso do sistema público de saúde é, atualmente, o maior problema. Solicitaram mais atenção, argumentando que a região é conhecida de perto pela gestão estadual, além de ser uma das mais críticas em relação ao restante do Estado.
Participaram do encontro os prefeitos Eduardo Freccia (PSD/Palhoça), Gean Loureiro (DEM/Florianópolis), Orvino Coelho de Ávila (PSD/São José) e Salmir da Silva (MDB/Biguaçu). Além disso, também esteve presente o secretário da Casa Civil, Eron Giordani.
Hospitais estão lotados em toda SC
A Capital é a segunda cidade com maior número de casos da Covid-19 em todo o Estado, com 64,9 mil confirmações, segundo os dados mais recentes do Covidômetro.
Atualmente, são 275 leitos de UTI ativos em toda a Grande Florianópolis, sendo a segunda mais assistida em todo o Estado, atrás apenas do Norte, que tem 306 unidades.
Contudo, a problemática enfrentada é praticamente igual, considerando que todos os hospitais encontram-se colapsados, e mais de 400 pacientes aguardam leito para tratamento intensivo, sendo 62 deles na Grande Florianópolis.
Grande Florianópolis seguirá medidas estaduais
Nenhuma medida que implementa maiores restrições às atividades foi cogitada, sendo que o consenso é seguir as diretrizes do Estado, que preveem funcionamento normal de segunda a sexta, mas somente serviços e atividades essenciais aos finais de semana.
Trata-se de uma prorrogação decretada pelo governador Carlos Moisés (PSL) durante esta quarta (10), que também inclui restrição do consumo de bebidas alcoólicas, a partir das 21h, nos dias de semana.