Grande Florianópolis está no nível alto da Covid-19; veja indicadores e cenário na Capital

Mapa de risco estadual avalia quatro diretrizes para entender nível de alerta em cada região; quatro bairros de Florianópolis zeraram casos ativos

Bruna Stroisch Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

A Grande Florianópolis se encontra no nível alto (amarelo) na última atualização da matriz de risco que monitora a situação da Covid-19 em Santa Catarina.

Os dados foram divulgados pelo governo do Estado neste sábado (21). No mapa anterior, publicado no dia 14 de agosto, a região estava no nível grave (laranja).

Florianópolis está no nível alto na matriz de risco estadual da Covid-19 – Foto: Leo Munhoz/NDFlorianópolis está no nível alto na matriz de risco estadual da Covid-19 – Foto: Leo Munhoz/ND

A matriz de risco avalia quatro diretrizes para entender o nível de alerta em cada região: gravidade, transmissibilidade, monitoramento e capacidade de atenção.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Para compreender a situação atual do novo coronavírus na Grande Florianópolis, o ND+ destrinchou cada índice elencado pela matriz.

Conforme o documento, cada dimensão deve ser interpretada como um sinal de alerta. O aumento do risco em cada uma delas motiva o aumento do risco da região, e deve ser considerado na priorização da atuação local.

Confira as 4 dimensões da matriz de risco estadual:

Mapa de risco divulgado pelo governo do Estado – Foto: SES/Divulgação/NDMapa de risco divulgado pelo governo do Estado – Foto: SES/Divulgação/ND

Gravidade

O item gravidade trata da ocorrência de óbitos por Covid-19 e a tendência de internações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Neste quesito, a Grande Florianópolis se encontra no nível alto (amarelo), com indicador 1,5.

Esse parâmetro – entre 1 e 3 – indica que a região tem probabilidade de queda maior que 75%. A análise geral do mapa de risco aponta que as regiões de Santa Catarina ainda registram grave ou alta ocorrência de óbitos e internações.

Transmissibilidade

A dimensão transmissibilidade analisa os indicadores infectividade e RT (crescimento). Nesta dimensão, a Grande Florianópolis também se encontra no nível alto, com indicador 2,0.

De modo geral, todas as regiões do Estado estão com classificação alta, grave (laranja) ou gravíssima (vermelho) para o aumento de casos de Covid-19.

Monitoramento

O item monitoramento avalia o percentual de vacinados com calendário completo no Estado e a variação de casos na semana. Nesta dimensão, a Grande Florianópolis se encontra com indicador 3,0, ou seja, nível grave.

Neste nível, se encontram as regiões que detêm cobertura vacinal em maiores de 18 anos com segunda dose ou dose única entre 20% e 50%. Conforme o vacinômetro da prefeitura de Florianópolis, 49% da população adulta da cidade está com o esquema vacinal completo.

Todas as regiões de Santa Catarina ainda estão classificadas em risco alto, grave ou gravíssimo.

Capacidade de atenção

Já a capacidade de atenção é a dimensão em que a Grande Florianópolis registra a melhor classificação. O quesito leva em conta a taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto reservados para Covid-19 pelo SUS.

A região se encontra no nível 1 (moderado/azul), que indica que a taxa varia de 0% a 50%.

Além da Grande Florianópolis, outras nove regiões estão classificadas em risco moderado em sua capacidade de atenção. As demais, permanecem em alerta com níveis mais altos de risco.

Florianópolis com 98% de vacinados com a 1ª dose

A melhora nos índices da matriz de risco da Grande Florianópolis caminha ao lado do avanço da vacinação contra Covid-19 na região. A cobertura da população acima de 18 anos com a primeira dose da vacina chegou a 98% na Capital catarinense, segundo o vacinômetro.

Até esta terça-feira (24), 399.089 pessoas foram imunizadas com a primeira dose ou com a vacina de dose única, em Florianópolis. Esse número corresponde a 78,4% da população total. O reforço foi feito em 202.144 pessoas. Isto é, 39,7% da população total e 49% da população acima de 18 anos.

Nesta terça e na quarta-feira (25), a prefeitura de Florianópolis realiza a aplicação apenas de segundas doses na população geral, que já completou o intervalo indicado para cada vacina. A primeira dose está destinada, exclusivamente, para gestantes, lactantes e puérperas.

A faixa etária mais recente que recebeu as primeiras doses de vacina contra a Covid-19 foi a dos 20 anos. A imunização foi feita no último sábado (21). O calendário do governo do Estado prevê que toda a população adulta de Santa Catarina esteja imunizada com a D1 até 31 de agosto.

Cenário do vírus

O painel covidômetro mostra que até esta segunda-feira (23), Florianópolis já confirmou 90.233 casos da Covid-19 desde o início da pandemia. Deste número, 88.600 se recuperaram e 1.023 morreram em decorrência da doença.

Atualmente, há 534 infectados em fase de transmissão e 15.370 casos suspeitos em análise pela Vigilância Epidemiológica. No dia 5 de agosto, havia 339 casos ativos na Capital.

O ND+ entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde para comentar sobre o aumento de casos ativos, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

Bairros com casos ativos

Dos 49 bairros da Capital catarinense, quatro zeraram os casos ativos. São eles: Sapé, Ratones, Costa da Lagoa e Caieira da Barra do Sul. Em contrapartida, os bairros Centro (39) e Córrego Grande (23) estão na liderança dos casos ativos.

Confira os números de casos ativos por bairro:

Até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou dois casos da variante Delta da Covid-19.

O caso mais recente é de um homem de 21 anos, que apresentou apenas sintomas leves, sem necessidade de internação e já recuperado. O primeiro foi o de uma idosa, de 77 anos, mas que também apresentou apenas sintomas leves, não precisando de internação, se recuperou em casa e passa bem.

Nesta segunda, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), anunciou que vai exigir um “passaporte de vacinação” de frequentadores de eventos, bares e hotéis, ou seja, “atividades de alto fluxo de pessoas”.

Situação dos leitos de UTI

Dos 238 leitos de UTI Adulto oferecidos pelo SUS na Grande Florianópolis, 102 estão disponíveis. Os dados desta terça apontam 62,3% de taxa de ocupação de leitos de UTI na região.

As informações divulgadas pelo painel são baseadas no Relatório Estadual que é o responsável pela regulação dos leitos do SUS. Segundo o covidômetro, 12 pacientes, moradores de Florianópolis, estão na UTI por Covid-19.

Não há pacientes na fila de espera por um leito de UTI em função da Covid-19 na Grande Florianópolis, segundo monitoramento do governo do Estado, divulgado na segunda-feira.

Tópicos relacionados