Os leitos de UTI na Grande Florianópolis voltaram a ficar acima de 90%, além de outras duas regiões do Estado. Segundo dados do painel do governo estadual desta sexta-feira (15), as regiões somam juntas um cenário preocupante.
Leitos de UTI chegam a quase 95% de ocupação na Grande Florianópolis – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/NDNa Grande Florianópolis a ocupação está em 94,93%, no Planalto Norte e Nordeste a ocupação de leitos está em 94%, e no Grande Oeste está em 90%.
Ocupação de leitos de UTI em Santa Catarina – Foto: Reprodução/SES/NDSegundo informações, os leitos de UTI na Grande Florianópolis estão “explodindo” pela falta de médicos. No Hospital Infantil Joana de Gusmão, por exemplo, já existiram plantões com apenas dois médicos disponíveis para atendimento.
SeguirEm nota, o HIJG (Hospital Infantil Joana de Gusmão), de Florianópolis, observou um incremento na busca por atendimento na emergência da unidade na última quinta-feira (14), com redução da procura já nesta manhã de sexta-feira (15).
“Reforçamos que a equipe médica está completa, sendo que sete profissionais atendem por turno na emergência. Ademais, foram convocados mais seis profissionais para complementar o quadro médico da unidade em janeiro”, escreve o Hospital.
Já a SES/SC (Secretaria do Estado da Saúde de Santa Catarina), conta que os hospitais existem de forma integrada e que os leitos de UTI não representam todo o cenário, pois os pacientes podem ser transferidos de uma região para outra.
A pasta reforça ainda que mesmo que a ocupação pareça alta, há outros 198 leitos disponíveis no Estado.
Segundo informações, os casos atendidos no Hospital Infantil Joana de Gusmão são em sua grande maioria de crianças com quadros gripais. Além de doenças como disenteria (diarreia).
Duas regiões não têm vagas disponíveis na UTI Adulto
Quando analisado apenas os leitos de UTI destinados aos adultos a situação é ainda mais preocupante. Pois, duas regiões estão sem vagas disponíveis: Oeste catarinense e Vale do Rio Itajaí.
Dos 861 leitos de UTI Adulto em Santa Catarina, 780 estão ocupados e há apenas 81 vagas disponíveis. A taxa de ocupação geral dos leitos de UTI Adulto é de 90,5% no Estado.
A região Sul é a que apresenta o menor índice de ocupação das UTIs adulto, com 74,5% dos leitos ocupados.
Das 81 vagas disponíveis na UTI adulta, 29 ficam na região Sul; 17 no Meio-Oeste e Serra catarinense; 22 no Vale do Itajaí; sete na Grande Florianópolis e seis no Planalto Norte e Nordeste.
Saúde alerta para alta nos casos e mortes por covid
Apesar da alta nos leitos de UTI não ter uma causa específica, uma vez que são ocupados por pacientes de doenças diversas, a covid-19 voltou a preocupar em Santa Catarina. Isso porque, a Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado) emitiu um alerta para o aumento de casos e mortes causadas pela doença no Estado. Pelos dados do painel de leitos, havia pelo menos 12 pacientes internados por conta da doença.
Em Santa Catarina, segundo dados da Dive, atualizados na última segunda-feira (11), aumentou o número de mortes entre outubro (21) e novembro (43). Neste ano, 293 pessoas morreram em decorrência da doença no Estado.
Já as internações, conforme a Dive, são, principalmente, de pacientes idosos, com comorbidades, ou pessoas que que ainda apresentam esquema vacinal incompleto, com doses de reforço em atraso.
A Dive ainda aponta que o Estado tem registrado um aumento de casos. Neste ano já foram confirmados mais de 48 mil casos de covid-19. O aumento nos diagnósticos é registrado, conforme a pasta, desde o fim de outubro.
Somente entre outubro e novembro deste ano, foram registrados 17.204 novos casos de Covid-19, no território catarinense. Apesar da alta nas confirmações, os casos ativos tem diminuído, passando 7.708 em outubro para 6.519 em novembro. Também tem diminuído as internações hospitalares por conta dos casos graves da doença, que caiu de 520 em outubro para 403 em novembro.
Catarinenses devem reforçar os cuidados
Com o alerta de aumento no número de casos, a Dive orienta que a população catarinense deve reforçar os cuidados de prevenção. Por isso reforça a importância da vacinação e da atualização das doses de reforço. Está uma das principais medidas de precaução sugerida pela Dive. Também orienta para cobrir o nariz e a boca com o antebraço ao tossir ou espirrar.
“Todas as medidas de contenção da transmissibilidade da doença continuam sendo recomendadas, é preciso manter constantemente a higienização das mãos. Se não for possível lavar com água e sabão, é importante utilizar álcool em gel 70%”, alerta Fábio Gaudenzi de Faria, superintendente de vigilância em saúde.