Em se tratando de câncer de próstata, de acordo com o especialista, exames periódicos ajudam a fornecer o diagnóstico precoce da doença – Foto: DivulgaçãoNo Brasil, estatísticas apontam que as mulheres vivem em média 7,2 anos a mais que os homens. E algumas razões podem ser justificadas pela genética, hábitos de vida e acompanhamento médico. Levantamento realizado pelo Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo aponta que 70% dos brasileiros do sexo masculino procuram uma consulta médica apenas sob influência do cônjuge ou filhos.
A prevenção, ainda, é a melhor aliada para uma vida atrelada ao bem-estar e qualidade de vida, razão pela qual a partir de exames de rotina é possível evitar o aparecimento de doenças, assim como tratá-las ainda em seu estágio inicial.
Já que estamos em período da campanha Novembro Azul, que abre espaço para discussões e informações sobre o câncer de próstata, dados do Ministério da Saúde indicam que esse é o tipo de câncer com maior incidência no público masculino, perdendo apenas para o câncer de pele, e o segundo que mais mata, sendo que os fatores de risco podem estar relacionados à idade, histórico da doença na família, e obesidade.
O médico urologista do Hospital Unimed, Eduardo Deves, reforça que o cuidado com a saúde do homem vai além do período dedicado ao Novembro Azul. “A prevenção persiste ao longo do ano, com ou sem o aparecimento de sintomas”, reforça.
Em se tratando de câncer de próstata, de acordo com o especialista, exames periódicos ajudam a fornecer o diagnóstico precoce da doença. Como medida preventiva, o médico recomenda aderir a hábitos saudáveis para prevenir a obesidade, como prática de exercícios físicos e alimentação com menos gorduras saturadas.
Prevenção ao longo do ano
A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, é aconselhável aos homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, comparecerem ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliações.
“A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida”, explica o urologista. Segundo ele, em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.
Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são:
- dor óssea;
- dores ao urinar;
- vontade de urinar com frequência;
- presença de sangue na urina e/ou no sêmen.
Fatores de risco:
- histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio;
- raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer;
- obesidade.
Fontes:
- Agência Brasil
- Sociedade Brasileira de Urologia