Greve do Samu: nova assembleia discute paralisação dos serviços em SC

Antes da assembleia será realizada uma reunião com a Secretaria de Estado de Saúde e o sindicato, com o objetivo de entrar em um consenso sobre a situação

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Na última semana, os trabalhadores do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Santa Catarina foram surpreendidos pela ameaça do não pagamento do 13º salário e verbas rescisórias. Em assembleia na noite desta quarta (22), os trabalhadores vão discutir a organização de uma possível greve.

Os trabalhadores do Samu ameaçam greve para resolver situação de possível falta de pagamento – Foto: SAMU/Divulgação/NDOs trabalhadores do Samu ameaçam greve para resolver situação de possível falta de pagamento – Foto: SAMU/Divulgação/ND

Antes da assembleia, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), representada pelo coronel Diogo Bahia Losso, vai se reunir com o SindSaúde/SC (Sindicato de Trabalhadores na Saúde) às 17h.

Em pauta está o não pagamento de 13º salário e verbas rescisórias e a manifestação para que o governo assuma interinamente o serviço. Segundo o SindSaúde/SC, após a reunião, será decidido quais ações serão iniciadas para reverter essa situação.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Caso o Estado não atenda as reivindicações dos trabalhadores, o serviço do Samu poderá ser paralisado.

A reportagem do ND+ tentou contato com o advogado da OZZ Saúde, Glauber Guimaraes de Oliveira, e com a assessoria de imprensa da empresa, porém não houve resposta até as 17h desta quarta.

Entenda o caso

Na terça-feira (21) foi realizada uma assembleia para definir ações sobre a paralisação ou não dos serviços do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Santa Catarina.

O motivo foi um anúncio feito pela OZZ Saúde na segunda (20), que informa que, caso o governo do Estado não renove o contrato, os servidores ficarão sem 13º salário.

O SindSaúde/SC falou em nota sobre as decisões tomadas na assembleia. Confira:

“Uma carta pública será entregue ao Governo do Estado e uma manifestação dos trabalhadores será feita para garantir que o executivo entenda o encaminhamento dado pelos funcionários do SAMU. Se nada for feito, um encaminhamento para greve está em aberto.

Um edital para contratação de nova empresa está em curso, mas ainda sem definição. Em meio às festas de fim de ano, em que as ocorrências costumam aumentar no serviço, não há perspectivas em relação a como ficará o contrato dos trabalhadores. No dia 31 de dezembro deve ser feita a rescisão em massa dos funcionários da OZZ, que ficarão sem contrato oficial. Até agora, o Governo do Estado não anunciou nenhuma medida para resolver a questão”.