“Uma sensação de alívio em um momento de tanto medo”, descreveu a agente de saúde Adelaide Santiago, em alusão a 19 de janeiro de 2021, quando recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em Criciúma, no Sul catarinense.
Adelaide Santiago foi a primeira a receber imunização contra Covid-19 em Criciúma – Foto: Jhulian Pereira/PMC/Divulgação NDNesse dia, além dela, outros quatro profissionais da área da saúde foram vacinados: Maria Helena Queiroz Pessoa, 55 anos, Vanilda Duarte da Silva, 57 anos, Douglas José Nazário, 64, e Isoleia Romagna, 51 anos.
Hoje, Adelaide já tem a carteirinha completa, com primeira e segunda dose, e a de reforço. “E eu falo para todo mundo que é preciso tomar a vacina, é a única forma de vencermos esse vírus”, reforçou.
SeguirUm ano depois da primeira dose, Criciúma já passa de 385 mil vacinas contra a Covid-19 aplicadas, entre D1 e D2, e dose de reforço. São mais de 159 mil pessoas com pelo menos duas doses da vacina, o que representa 86% da população vacinável.
Vacinação em Criciúma já atingiu a marca de 385 mil imunizantes aplicados – Foto: Divulgação/Decom/NDAlém disso, mais de 179 mil pessoas já foram imunizadas com a primeira dose, ou seja, 97% da população. Os dados levam em conta adolescentes e adultos que podem ser vacinados.
Mas, além desses, crianças entre cinco e 11 anos, passaram a ser imunizadas nesta semana. “Esse avanço da vacinação é reflexo de um trabalho intenso realizado pelas equipes de saúde do município nesses últimos meses. Foram dias de muita dedicação, noites e finais de semana de atendimento ampliado para atender a toda a população”, lembrou o secretário de Saúde, Acélio Casagrande.
“Além, é claro, do engajamento dos criciumenses, que procuraram suas unidades para se vacinar, e colocaram Criciúma como destaque na campanha de vacinação”, completou.
Portal Minha Vacina
Toda a campanha de imunização contra a Covid-19 em Criciúma contou com a plataforma on-line Minha Vacina. Um sistema criado para acompanhar a vacinação no município, desde a chegada das doses até a disponibilização de informações aos criciumenses.
“Passamos por várias fases de vacinação, com aplicação segmentada, entre profissionais de serviços essenciais e grupos de risco, e avançando em faixas etárias. A medida que a imunização entrava em uma nova fase, as informações eram atualizadas na plataforma”, destacou o gerente de Vigilância em Saúde, Samuel Bucco.
Por meio do site, o cidadão pode acompanhar as fases de vacinação, saber a data da sua próxima dose, além de acompanhar todos os indicadores da campanha em tempo real.
O gerente reforçou ainda a importância dos profissionais na campanha. “Nenhum sistema funciona sozinho e com certeza o símbolo do sucesso da vacinação em Criciúma são os nossos profissionais da saúde, que se empenharam em salvar vidas acima de tudo”, enfatizou.
Relembre a primeira aplicação no Brasil
Há exatos 12 meses, o Brasil também iniciava a vacinação contra a Covid-19 com a aplicação em uma profissional de Saúde no Estado de São Paulo. O país chega, agora, com uma alta de casos de Covid-19 em virtude da rápida proliferação da variante Ômicron, mas com a certeza da efetividade do imunizante na redução de casos mais graves da doença e da mortalidade.
Apesar do avanço da cobertura ao longo desse período, especialistas reforçam a importância do passaporte vacinal como uma política pública de estímulo à vacinação e à proteção coletiva, além de enfatizarem ser fundamental a manutenção de outras medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento físico e social.
Em um ano, o Brasil registra 78,8% da população vacinada com a primeira dose e 68% totalmente imunizada (com duas doses ou dose única). Embora ainda não seja a cobertura suficiente em termos de saúde pública para um cenário de total segurança, a campanha pode ser considerada um sucesso.
“Por ter sido direcionada a adultos, a vacinação contra a Covid-19 é extremamente exitosa, pois nosso histórico de sucesso nas campanhas é muito maior em crianças. Quando convocamos adultos para vacinar, como no caso da influenza, tivemos números parecidos com os que temos agora na Covid-19, que foi o melhor que conseguimos apesar do posicionamento controverso de algumas autoridades”, reconhece o pesquisador Luiz Antônio Bastos Camacho, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fiocruz.