Há um ano, OMS declarava pandemia de Covid-19

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, disse à época que cabia a cada país mudar o curso da doença se detectassem casos

Foto de Agência Brasil

Agência Brasil Brasília

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Há um ano, em uma quarta-feira, 11 de março de 2020, o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, declarou o que até então era uma epidemia, tinha a força de pandemia, praticamente três meses depois de ter sido anunciado o primeiro caso em Wuhan, na China.

Ao justificar a declaração, ele afirmou que os casos fora da China tinham se “multiplicado por 13”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-geral da OMS, deu a notícia sobre a notícia da pandemia do novo coronavírus – Foto: Reprodução/TwitterTedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-geral da OMS, deu a notícia sobre a notícia da pandemia do novo coronavírus – Foto: Reprodução/Twitter

Tedros Adhanom disse, à época, que cabia a cada um dos países mudar o curso dessa pandemia se detectarem (casos), testarem, tratarem, isolarem, rastrearem e mobilizarem as pessoas na resposta. “Estamos nisto juntos e precisamos fazer com calma aquilo que é necessário”. Ele também já alertava para a necessidade de uma resposta mais agressiva.

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O representante da OMS para situações de emergência, Mike Ryan, destacava que a utilização da palavra “pandemia” era meramente descritiva da situação e não alterava, “em nada, aquilo” que já estava sendo feito, “nem aquilo que os países deveriam fazer”.

Níveis alarmantes

A OMS alertava para os níveis alarmantes de propagação e gravidade do vírus e também para os “níveis alarmantes de falta de ação”.

Dois países em particular preocupavam a OMS naquele momento: o Irã e a Itália. O número de mortes crescia de forma assustadora. Mike Ryan avisava que outros países estariam muito em breve nessa situação, o que se confirmou.

O novo coronavírus, que começou na China, se alastrou pelo mundo inteiro. Matou pessoas, superlotou hospitais, quebrou muitas vezes a solidariedade e a economia. Paralisou a indústria, impediu aviões de levantar voo, fechou escolas e adiou ou cancelou eventos desportivos e espetáculos. Mudou toda a vida.

Os últimos dados, neste 11 de março de 2021, precisamente um ano depois da declaração de pandemia pela OMS indicam quase 120 milhões de pessoas infectadas pelo vírus e mais de 2,6 milhões de mortes.

* Com informações da RTP de Portugal

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