‘Há uma chance única’ de controlar a transmissão de Covid-19 na Europa, diz OMS

Razão do otimismo está na alta taxa de vacinação, menor virulência da variante Ômicron e fim do inverno no Hemisfério Norte

Foto de Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo Copenhague

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A OMS (Organização Mundial de Saúde) está otimista em controlar a pandemia de Covid-19 na Europa. Segundo Hans Kluge, diretor para a Europa da entidade, o continente tem “uma oportunidade única de assumir o controle da transmissão”, disse.

Vários países do continente já começaram a suspender as restrições. As razões do otimismo estão na alta taxa de vacinação, na menor virulência da variante Ômicron e no fim do inverno no Hemisfério Norte.

Diretor europeu da OMS, Hans Kluge – Foto: Reprodução/YoutubeDiretor europeu da OMS, Hans Kluge – Foto: Reprodução/Youtube

Controle

No entanto, essa situação só vai durar se a imunidade for preservada, ou seja, se as campanhas de vacinação continuarem e o aparecimento de novas variantes for monitorado, acrescentou o especialista, pedindo aos governos que continuem protegendo principalmente a população mais vulnerável.

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A região europeia da OMS inclui 53 países, alguns deles localizados na Ásia Central. Em todos eles, as infecções dispararam em razão da variante Ômicron. Na semana passada, a região registrou quase 12 milhões de novos casos, segundo dados da OMS, o número mais alto desde o início da pandemia, há dois anos.

A Europa, segundo uma contagem da agência France-Presse com base em números oficiais, está prestes a atingir 150 milhões de infecções desde o início da pandemia.

Apesar dos números impressionantes, vários países como Dinamarca, Noruega, Suécia e França reduziram suas restrições – em decisões consideradas adequadas pela OMS, como comentou Kluge ontem. “Penso que é possível responder às novas variantes, que inevitavelmente surgirão, sem restaurar o tipo de medidas que adotamos antes”, disse.

Dinamarca

Na terça-feira, a Dinamarca se tornou o primeiro país europeu a suspender quase todas as restrições sanitárias e voltar “à vida como antes”. Apesar de ter a maior taxa de infecção por 100 mil habitantes na Europa, o governo considera que 80% da população está protegida contra formas graves da Covid graças à vacinação ou por ter tido a doença.

A Noruega também flexibilizou as regras de saúde, na terça (1º), e a vizinha Suécia fará o mesmo a partir da semana que vem. O governo norueguês afirma que, com a variante Ômicron, a pandemia entrou numa “nova fase”, que não se traduz em um aumento de internações.

A Finlândia segue o mesmo caminho e vai levantar boa parte das restrições no dia 14, embora as autoridades continuem recomendando o uso de máscaras.

Na Inglaterra, as máscaras deixaram de ser obrigatórias no final de janeiro em locais fechados e o certificado de saúde não é mais necessário para entrar em boates ou estádios. Na França também já não é obrigatório o uso de máscara, mas o país mantém o passe de vacinação para locais de lazer e cultura.

A pandemia de Covid-19 deixou quase 5,7 milhões mortos desde dezembro de 2019. O Brasil é, depois dos EUA, o país que mais registrou mortes em números absolutos desde janeiro de 2020, com cerca de 629 mil óbitos. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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