Após a divulgação do caso da morte da menina Mirella Pires, de apenas um ano e oito meses, a Unimed Joinville publicou uma nota de esclarecimento. A menina morreu no último dia 3 de fevereiro de um ataque fulminante após detectada infecção. A mãe da menina acusa a unidade hospitalar de negligência.
Jaqueline Pires com a filha Mirella, de um ano e oito meses – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação NDSegundo nota do hospital, mesmo com toda a assistência, Mirella estava com infecção que rapidamente evoluiu para forma grave, levando a menina à morte.
A Unimed voltou a dizer que está apurando todos os fatos que envolveram o atendimento no hospital e que está prestando suporte à família.
SeguirTodos os profissionais envolvidos no atendimento também foram ouvidos e as informações repassadas aos familiares, frisou, ainda, a nota.
“O caso ainda foi encaminhado para o Comitê de Ética Médica com objetivo de apuração ainda mais detalhada”, pontuou. Veja nota na íntegra abaixo:
VEJA NOTA DO HOSPITAL
Foto: Reprodução Redes Sociais da Unimed/Divulgação NDRelembre o caso
Mirella morreu de um ataque fulminante no dia 3 de fevereiro quatro dias após a criança dar entrada no hospital. Segundo a mãe, o hospital foi negligente neste período com a filha.
Dia 31 de janeiro, às 18 horas, a mãe Jaqueline levou a filha ao hospital, após constatar que a filha estava com a barriga dura e dilatada, febre e há quatro dias sem ir ao banheiro.
Após cinco horas de espera no hospital, segundo a mãe, o médico que atendeu a família teria indicado fazer exame de urina. O resultado teria apontado infecção urinária, disse a mãe. Além de Dipirona, o médico teria receitado Simeticona, remédio para excesso de gases intestinais.
No dia 1º de fevereiro, às 4h, Jaqueline saiu de sua casa, no bairro Itinga, e retornou com a filha ao hospital, alegando que a barriga ainda estava dura e a criança apresentava um novo sintoma: vômitos. O médico teria feito uma lavagem no estômago, onde “não saiu nada”, segundo a mãe.
Após insistência de Jaqueline, a filha realizou um ultrassom onde foi detectado o motivo da barriga dilatada: bactéria no intestino e fezes no cólon. Mais uma vez, os médicos teriam indicados “paracetamol e dipirona”.
Mirella ficou o dia todo em observação no dia 1 de fevereiro. Segundo a mãe, o estado de saúde da filha foi piorando durante o dia.
“Ela não parava de gemer de dor. Os batimentos dela foram para 180 por minuto”, explica a mãe.
Em uma ressonância magnética feita no dia 2 de fevereiro descobriram uma segunda bactéria – Staphylococcus – no corpo de Mirella, desta vez no pulmão.
À noite do dia 2 de fevereiro, a menina foi internada. Recebeu o primeiro antibiótico – Amicacina – para combater a infecção, quase 48 horas após a primeira entrada no hospital.
E um dos últimos laudos médicos de Mirella, feito ainda no dia 2 de fevereiro, às 20h50, apontava para risco baixo de óbito da criança.
Porém, poucas horas depois, na contramão do laudo médico, Mirella foi encaminhada à UTI com muitas mais dores. Às 6h10, do dia 3 de fevereiro, Mirella, infelizmente, perdeu a luta.
Jaqueline segue muito abalada pela dor da filha.
“Foi um descaso com a minha filha. Nem os resultados dos exames eles olhavam direito”, afirma a mãe.