Os serviços de atenção obstétrica e neonatal do Hospital São Bernardo de Quilombo, no Oeste de Santa Catarina, estão interditados. A decisão foi tomada no dia 21 de dezembro pela Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina, após inspeção sanitária.
Hospital de Quilombo tem serviços de atenção obstétrica e neonatal interditados pela Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina – Foto: Gustavo Lanzarin/Reprodução/NDPor meio de nota, a Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina afirma que está proibida “a realização de partos cirúrgicos eletivos e a evolução de partos normais no estabelecimento quando existir a possibilidade e tempo hábil para transferência da paciente para estabelecimento de referência. Casos de emergência ainda estão sendo atendidos na unidade”.
De acordo com a vigilância sanitária estadual, a interdição foi necessária, “em decorrência da unidade não cumprir as diretrizes para organização integral e humanizada ao recém-nascido e regulamento técnico para funcionamento do serviço”.
SeguirAlém disso, a Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina relata motivos para a interdição: “a falta de recursos humanos mínimos (médico obstetra, pediatra e anestesista) para prestar assistência ao binômio mãe recém-nascido, sendo realizada a assistência por um único médico não obstetra; falta de equipamentos e materiais necessários e estrutura física não compatível para atendimento a esta linha de assistência”.
Por fim, de acordo com o órgão fiscalizador, o Hospital de Quilombo não garantia assistência integral de qualidade e humanizada com foco na redução e controle de riscos aos usuários. Segundo a Diretoria de Vigilância Sanitária, esses foram motivos determinantes para a decisão.
Desinterdição
A Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina explica que, quando cumpridas as exigências contidas no auto de intimação, a desinterdição deverá ser formalmente solicitada à Autoridade Sanitária.
Hospital de Quilombo
A equipe de reportagem da NDTV e ND Mais entraram em contato com a direção da instituição. Em resposta, foi informado que o Hospital de Quilombo deve se manifestar apenas na próxima semana.