Dois novos leitos de UTI exclusivos para a Covid-19 foram instalados nesta quarta-feira (24) no HRTGB (Hospital Regional Terezinha Gaio Basso), de São Miguel do Oeste, no Oeste de Santa Catarina. Os leitos foram viabilizados após mudanças na estrutura.
Novos leitos foram viabilizados após mudanças na estrutura – Foto: Joice Kroetz – Assessoria de Imprensa HRTGB/NDA UTI Geral passou para o primeiro andar do Hospital e a UTI Covid-19 para o segundo, próximo aos outros seis leitos que entraram em funcionamento ainda em abril. Com essa mudança, a instituição totaliza 25 leitos de UTI para pacientes com Coronavírus.
Essas alterações, conforme o diretor geral do Hospital, Rodrigo Lopes, melhoram o fluxo e o atendimento das equipes que ficam centralizadas. Porém, mesmo com os novos leitos – sete desde segunda-feira (22) – há fila de espera de pacientes graves que aguardam transferência para outras unidades do Estado.
“Acreditamos que a comunidade está consciente de que estamos fazendo tudo, e quem sabe, até mais do que podemos. Nossos profissionais estão cansados e sobrecarregados, mas seguem firmes, honrando os juramentos feitos em sua formação. Hoje pela manhã estava observando o trabalho dos profissionais, e me peguei pensando, quanto orgulho tenho dessa equipe maravilhosa, todos vestindo a camisa deste Hospital, engajados em fazer o melhor, salvando vidas. Não estamos sozinhos nessa luta e precisamos do apoio de todos para controlarmos a situação”, afirma.
As cirurgias, consultas e exames eletivos seguem suspensos, seguindo o decreto estadual. Todos os procedimentos serão reagendados. “As pessoas precisam se conscientizar de que, no caso da Covid-19, no combate contra o vírus, o hospital é o fim da linha, quando tudo o que poderia ser feito antes, deu errado. Mais leitos de UTI não são a solução para o controle da situação”, ressaltou Lopes.
Na tarde desta quinta-feira (25) a direção do Hospital esteve reunida com alguns profissionais para tratar de uma bonificação aos que atuam diretamente na linha de frente de combate à Covid-19. O assunto segue em discussão.