Hospital explica como mudar cenário ‘catastrófico’ na ocupação de UTIs em SC

Hospital Infantil Joana de Gusmão explicou a medida que pode ser tomada por profissionais de saúde para ajudar as crianças internadas

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Redação ND Florianópolis

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O Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, tem uma medida que pode ajudar a mudar o cenário catastrófico na ocupação de leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) neonatal no Estado. Só para se ter uma ideia, todas as regiões de Santa Catarina estão com ocupação de mais de 90%.

A medida do Hospital Infantil foi publicada no portal oficial da SES/SC (Secretaria do Estado da Saúde de Santa Catarina). A medida consiste em usar um procedimento chamado de Terapia nasal de Alto Fluxo.

UTI do Hospital Infantil Joana de Gusmão traz medida que pode reduzir internações – Foto: Divulgação/NDUTI do Hospital Infantil Joana de Gusmão traz medida que pode reduzir internações – Foto: Divulgação/ND

O equipamento é uma modalidade de apoio respiratório não invasiva – reduz a necessidade de internação na UTI, que fornece aos pacientes uma mistura de gases condicionados, aquecidos e totalmente umidificados, por meio de uma cânula nasal.

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Conforme a coordenadora do serviço de Fisioterapia do HIJG, Ana Carolina da Silva Almeida, a terapia nasal de Alto Fluxo é indicada para pacientes com insuficiência respiratória leve a moderada, auxiliando na melhora da ventilação e na redução do esforço respiratório.

“O uso pode prevenir a necessidade de intubação e de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Reduz frequência respiratória, frequência cardíaca e sinais de esforço respiratório, contribuindo para estabilização clínica do paciente”, explica.

Imagem mostra como é o equipamento de Alto Fluxo – Foto: SES/Divulgação/NDImagem mostra como é o equipamento de Alto Fluxo – Foto: SES/Divulgação/ND

A medida é importante pois , segundo a SES, a alta de atendimento de crianças e bebês está relacionada a casos de doenças respiratórias e à dengue.

Antes da aquisição dos Alto Fluxos, que ocorreu em maio de 2021, os pacientes do HIJG com insuficiência respiratória moderada necessitavam de internação em UTI para realização de ventilação não invasiva. Atualmente, com o uso dessa terapia, é possível manter uma parte desses pacientes em leitos de enfermaria.

Ocupação de leitos

Conforme dados do painel de leitos do Estado atualizado às 11h desta sexta-feira (17), as regiões do Grande Oeste, Grande Florianópolis, Sul, e Foz do Rio Itajaí estão com todas  as vagas ocupadas.

Confira a ocupação nas outras regiões:

  • Meio Oeste e Serra: 90,32%;
  • Vale do Itajaí: 91,89%
  • Planalto Norte e Nordeste 97,87%

Já em relação aos leitos pediátricos, 84,62% estavam ocupados, sendo que apenas 18 dos 117 ativos estão livres para receber crianças. O Grande Oeste e a Grande Florianópolis são as duas regiões com 100% de ocupação. Porém, todas estão com ocupação acima de 63%.

Para garantir os atendimentos a pacientes infantis, a SES diz que renovou, no início deste mês, os contratos, com sete unidades hospitalares, que complementam a rede própria da Secretaria.

Também está prevista a abertura de mais dez leitos de UTI Neonatal no HRSJ (Hospital Regional de São José), duplicando o número de leitos de UTI Neonatal da unidade.

Leitos de UTI renovados pela SES

  • Hospital Helmuth Nass, em Biguaçu, com 10 de UTI neonatal;
  • Hospital Oase, em Timbó, com 10 de UTI neonatal;
  • Hospital Hélio dos Anjos Ortiz, em Curitibanos, com 5 de UTI neonatal;
  • Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí, com 6 de UTI pediátrica;
  • Hospital e Maternidade Jaraguá do Sul, com 6 de UTI pediátrica;
  • Hospital Seara do Bem, em Lages, com 5 de UTI pediátrica;
  • Hospital Regional Alto Vale, em Rio do Sul, com 4 de UTI neonatal.

Na região da Grande Florianópolis, a secretaria afirma que realiza uma ampliação no quadro de pediatras do Hospital Infantil Joana de Gusmão.

A SES destaca que firmou parceria com a prefeitura de Florianópolis para a implantação da Policlínica da Mulher e da Criança, com previsão de abertura para o dia 28 de março. O espaço com atendimento especializado será uma nova porta de entrada para os pacientes, distensionado o Hospital Infantil Joana de Gusmão e a Maternidade Carmela Dutra.

SES diz que realiza ampliação no quadro de profissionais – Foto: Ricardo Wolffenbüttel /Secom/NDSES diz que realiza ampliação no quadro de profissionais – Foto: Ricardo Wolffenbüttel /Secom/ND

A orientação da SES é que, nos casos de menor gravidade, as famílias procurem as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) para a diminuir as filas nas emergências dos hospitais.

Ainda segundo dados da pasta, cerca de 50% dos atendimentos são pacientes classificados como de baixa prioridade (verde). A SES destaca que os hospitais utilizam o protocolo da própria secretria para realizar a triagem de classificação de risco, priorizando os atendimentos de maior gravidade.

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