O Hospital Infantil de Joinville, no Norte de Santa Catarina, começou a implantar o projeto Lean nas Emergências, voltado a reduzir a superlotação em hospitais públicos do país. A iniciativa teve início neste mês de julho, e deve durar cerca de seis meses.
Hospital Infantil de Joinville tem superlotação e filas para atendimento com especialistas – Foto: ND/ArquivoDe acordo com a diretora do hospital, Irmã Ivete Negreli, o aumento na demanda da unidade por atendimentos de urgência e emergência fez com que a instituição buscasse melhorias na gestão de leitos e eficiência operacional.
“A implantação do Lean nos permitirá revisar todos os processos desenvolvidos na unidade, possibilitando aprimorar a gestão hospitalar de forma contínua”, explica a diretora do Hospital Infantil.
SeguirO projeto é uma iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com os hospitais do PROADI-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde), e será executado de forma colaborativa com o Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento e A Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Durante seis meses, o Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria receberá, quinzenalmente, a visita do hospital A Beneficência Portuguesa, com o objetivo de monitorar e alinhar os processos.
“Apesar do nome do projeto ser Lean nas Emergências, os consultores sempre enfatizam que é um projeto que vai mexer em várias áreas do hospital, incluindo o setor de internação”, explica o coordenador-médico da emergência do Hospital Infantil, Dr. Deiny Ramos.
Ainda segundo Deiny, após os seis meses de acompanhamento presencial, as equipes irão realizar um acompanhamento on-line de mais seis meses, completando o ciclo de um ano de execução no projeto.
Hospital Infantil de Joinville enfrenta problemas há meses
A expectativa do Hospital Infantil de Joinville é que haja a redução da superlotação e uma melhoria nos serviços prestados aos pacientes, com a adoção das medidas apresentadas pelo projeto.
O Portal ND+ tem acompanhado há alguns meses os problemas enfrentados com a alta demanda no Hospital. Em março, a unidade chegou a ficar sem leitos de UTI e enfermaria disponíveis, principalmente por conta do aumento de pacientes com síndromes respiratórias e dengue.
No último dia 12 de julho, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina instaurou um procedimento para investigar a fila de atendimento de neuropediatria na unidade, já que mais de três mil crianças e adolescentes aguardam por uma vaga com especialista.