As pessoas hospitalizadas pela Covid-19 passam longos períodos em internação e isolamento, sem contato físico com seus familiares. Com o objetivo de trazer mais segurança e conforto aos pacientes e familiares, o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, idealizou o projeto “Onde há vida, há esperança”.
Visitas são realizadas com orientação e segurança de pacientes e familiares. – Foto: Joice Kroetz/HRTGB/Divulgação/NDO projeto é destinado às pessoas internadas pela Covid-19 e visa proporcionar um momento de contato entre familiares e pacientes. Uma das formas mais comuns de se comunicar com as pessoas próximas, quando internado, é pelo telefone por meio de ligações ou chamadas de vídeo.
Porém, o hospital pensou em uma iniciativa que possibilita um momento de conversa, aos pacientes acordados, e de acolhimento, aos pacientes sedados e em uso de ventilação mecânica. O projeto começou no Pronto Socorro e se estendeu à UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Seguir“Ouvimos muitos relatos de familiares que deixavam seus entes queridos no hospital e depois perdiam o contato por evoluírem ao quadro clínico grave, precisando ser intubado e consequentemente necessitar de leito de terapia intensiva. Isso deixava toda a equipe de profissionais sem chão”, ressalta a idealizadora do projeto e gerente de enfermagem, Márcia Dreher.
Segundo a gerente de enfermagem, as visitas e o acolhimento da família são essenciais para a recuperação do paciente. “Mesmo sedados, acabam sentindo a presença de um familiar”, complementa.
Visita, segurança e esperança
De acordo com o hospital, as famílias dos pacientes são contatadas para a verificação do interesse da visita e realizar o agendamento. Há uma capacidade de visitas diárias que podem ser realizadas para manter a segurança de todos os visitantes.
A proposta visa trazer segurança, conforto e bem-estar emocional aos pacientes e familiares, oportunizando um momento especial e pessoalmente, entre visitante e paciente.
Visitas são realizadas com orientação e segurança de pacientes e familiares. – Foto: Joice Kroetz/HRTGB/Divulgação/NDAntes de entrar na ala Covid-19 em que o paciente está internado, o familiar recebe todos os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), os mesmos que estão sendo utilizados pelos profissionais de saúde desde o início da pandemia do coronavírus, mantendo a segurança de sua saúde.
Diversas normas e critérios são avaliados no que se refere à saúde do visitante, tal como: a faixa etária; não apresentar comorbidades; não estar acometido pelos sintomas do novo coronavírus; não estar em isolamento devido a contato recente com contaminado, dentre outros estipulados em termo que é assinado pelo familiar/visitante.
A visita ocorre em horário marcado para que não altere a rotina de trabalho do hospital.
As visitas estão sendo realizadas desde o dia 12 de março. “Fazemos o que é possível para que os familiares e os pacientes se sintam melhor diante a situação. É emocionante e muito gratificante proporcionar momentos como esse, com esperança e amor”, ressalta Márcia.