Idosa de 93 anos é a 1ª operada do coração em Florianópolis com técnica menos invasiva

Procedimento foi o primeiro feito no Hospital Baía Sul com a tecnologia Mitraclip; paciente apresentava edema agudo no pulmão por funcionamento inadequado da válvula mitral

Foto de Laura Machado

Laura Machado Florianópolis

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Uma mulher de 93 anos foi a primeira paciente submetida a uma cirurgia cardiológica, com técnica menos invasiva, para tratar um quadro de insuficiência. Alternativa é considerada mais segura do que cirurgias abertas tradicionais.

Médicos segurando objeto cirúrgico dentro de sala hospitalar. Eles usam roupa azul e toucas descartáveis de cor branco. Foto é usada para ilustrar procedimento com técnica menos invasiva em FlorianópolisProcedimento foi feito pela primeira vez em hospital de Florianópolis na última semana – Foto: Hospital Baía Sul/Divulgação/ND

Técnica menos invasiva é indicada a pacientes com insuficiências no coração

O procedimento com Mitraclip foi realizado pela primeira vez no Núcleo de Hemodinâmica do Hospital Baía Sul, em Florianópolis.

A paciente apresentava quadro de falta de ar súbita que evoluiu para um edema agudo no pulmão. Ela teve alta dois dias após o procedimento com a técnica menos invasiva.

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“Utilizamos um cateter inserido através de uma veia na perna. O clipe é guiado até o coração e colocado para prender as partes da válvula mitral com vazamento, ajudando a reduzir o refluxo de sangue e melhorando a eficiência do coração”, explica o cardiologista Tammuz Fattah.

Profissionais da saúde em centro cirúrgico fazendo cirurgia no coração de paciente. Eles usam roupa e toucas azuisMitraclip é tecnologia mais segura em comparação a cirurgias convencionais – Foto: Hospital Baía Sul/Divulgação/ND

Entenda o procedimento

O Mitraclip é uma tecnologia inovadora e mais segura, indicada principalmente nos casos de pacientes com insuficiência mitral que não podem ser submetidos à cirurgia aberta tradicional.

De acordo com o especialista, a condição cardíaca consiste na dificuldade da válvula mitral de se fechar normalmente, provocando sintomas como falta de ar, fadiga, palpitações e, em casos mais graves, a insuficiência cardíaca.

Aparelho moderno usado para cirurgia no coração. Fotomontagem tem duas fotos, à direita um médico com roupa azul segura balão transparente e à esquerda um equipamento semelhante a uma pistola aponta para a direitaPaciente submetida ao procedimento teve alta dois dias após o Mitraclip – Foto: Hospital Baía Sul/Divulgação/ND

Outra vantagem do procedimento com a técnica menos invasiva apontado pelo cardiologista é em relação à recuperação, que é mais rápida do que em cirurgias tradicionais.

A indicação para o Mitraclip depende da avaliação de um especialista, além de uma equipe multiprofissional.

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