Durante o Carnaval, muitos foliões aproveitam para se divertir ao máximo. Mas o período é de alerta quando falamos de exposição sexual sem preservativo. E basta alguns sinais suspeitos na região íntima para a preocupação surgir: será que estou com uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível)?
As ISTs nem sempre geram sintomas, mas é preciso ficar atento – Foto: Reprodução/Pixabay/NDInfelizmente, os sinais não são assim tão simples. O que muitas pessoas não sabem é que algumas das ISTs não apresentam sintomas. Por esse motivo a terminologia ‘infecções’ passou a ser adotada em substituição ao termo ‘doenças’, pois há a possibilidade de que uma pessoa transmita infecção para outra, sem sinais e sintomas.
Mas existem algumas formas de identificar quando surgem os sintomas. A primeira coisa é ficar atento e observar qualquer alteração na região íntima após a relação sem preservativo. Cor, corrimento, bolhas, marcas, dor ou feridas nas regiões íntimas indicam que algo não está bem.
Seguir“Claro que algumas ISTs também se manifestam não só na região genital, como a sífilis, às vezes, ela produz manchas pelo corpo, a sífilis secundária, manchas na palma das mãos, na planta dos pés e às vezes até questões como de queda de cabelo”, alerta Ronaldo Zonta, coordenador do departamento de gestão da clínica da Secretaria Municipal de Saúde em Florianópolis.
Sem sintomas, como identificar?
Para identificar as ISTs sem sintomas, a solução é apenas uma: exames de rotina. Zonta explica que quem tem novos parceiros sexuais e inconsistentes usos de preservativo deve fazer o exame de HIV pelo menos a cada seis meses. E para os monogâmicos com vida sexual ativa o exame também deve ser um hábito, ao menos uma vez ao ano.
Além do HIV, outras ISTs também são assintomáticas, por isso a importância de manter os exames de rotina em dia. “Muitas vezes a gente perde tempo fazendo exames desnecessários, como colesterol, triglicerídeos, exames de vitaminas, que não tem nenhum impacto na nossa saúde e esquece de fazer os principais exames para quem tem uma vida sexual ativa”, comenta o médico.
Estou com candidíase. E agora?
Quando falamos sobre a região íntima, qualquer corrimento já associamos às ISTs. Mas calma, a candidíase não é uma infecção sexual. Parecida com ela, existe a vaginose e muitas vezes as duas são confundidas.
“A candidíase e a vaginose bacteriana, elas não podem ser rotuladas como uma infecção sexualmente transmissível por si. Porque a cândida faz parte da flora vaginal. Se a pessoa usa antibiótico, é diabética, tem uma imunodepressão, se estressa ou tem má higiene, o PH da vagina pode se alterar e isso facilita que a cândida se replique”, explica o infectologista, Luiz Escada.
A candidíase é uma infecção causada por um fungo, que já faz parte da flora vaginal. Mas quando ele se replica pode causar incômodos como vermelhidão, coceira, fissuras, machucados, sensibilidade na região íntima e também nas mulheres, principalmente, pode causar um corrimento esbranquiçado.
A vaginose, por outro lado, pode ser causada por algumas bactérias. Como a tricomonas, que é uma bactéria de transmissão sexual, ou a gardnerella, que não é uma bactéria de transmissão sexual. A gardnerella faz parte da flora vaginal da mulher, mas pode causar o corrimento.
“Geralmente é um corrimento mais escuro, amarelado, esverdeado e que tem cheiro forte. Tem um cheiro de peixe podre”, explica Ronaldo Zonta.