Santa Catarina tem mais municípios infestados e com focos de dengue nos dois primeiros meses de 2022 do que tinha no mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados no último boletim epidemiológico da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica).
Focos de água parada devem ser contidos para evitar a disseminação da doença – Foto: Arquivo/PMF/Divulgação/NDA análise corresponde ao período entre os dias 2 de janeiro a 19 de fevereiro de 2022. Apesar do incremento no número de municípios com infestação e casos, o número de focos da dengue diminuiu 23,7%, segundo o documento. A Vigilância registrou 11.375 focos neste ano, enquanto no mesmo período do ano anterior foram 14.915.
Ao todo, 118 cidades são consideradas infestadas pela dengue – o que representa um incremento de 9,3% em relação ao mesmo período de 2021, que registrou 108 municípios. Casos já foram detectados em 179 municípios, nove a mais que 2021. São 107 cidades que não registraram casos.
SeguirTrês municípios enfrentam uma epidemia, que ocorre quando a taxa de incidência de casos é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes. São as seguintes cidades: Belmonte (46 casos já detectados), Itá (19) e Romelândia (15).
Casos
Nestes dois primeiros meses, 170 casos de dengue foram confirmados, 823 foram descartados após resultado negativo e 660 estão sob investigação pelos municípios.
Do total de infecções até o momento, 129 são autóctones (transmissão dentro do estado), 28 casos são importados (transmissão fora do estado), 11 casos estão em investigação de LPI e dois são indeterminados.
Um homem de 40 anos, residente no município de Criciúma, morreu após contrair dengue. Ele tem histórico de deslocamentos para municípios com transmissão de dengue no estado de São Paulo – o caso é importado, detalha a Dive.
Sinais e sintomas
Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40° C) de início abrupto, que tem duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas.
Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes. Com a diminuição da febre, entre o 3º e o 7º dia do início da doença, grande parte dos pacientes recupera-segradativamente, com melhora do estado geral e retorno do apetite. No entanto, alguns pacientes podem evoluir para a forma grave da doença, caracterizada pelo aparecimento de sinais de alarme, que podem indicar o deterioramento clínico do paciente.
*A reportagem conta com informações da assessoria de comunicação da Dive/SC.