Infestada pelo mosquito da dengue, Palhoça decreta situação de emergência

Conforme dados da Dive, coletados até 4 de março, o município era o responsável por quase metade dos casos confirmados da doença em Santa Catarina

Redação ND Florianópolis

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Palhoça, na Grande Florianópolis, decretou situação de emergência em saúde pública, por conta da dengue na última sexta-feira (10). O município – que já havia confirmado 767 casos da doença até a última quinta-feira (9) – está infestado pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Palhoça decretou situação de emergência em saúde pública por conta da dengue – Foto: Divulgação/Prefeitura de Palhoça/Arquivo NDPalhoça decretou situação de emergência em saúde pública por conta da dengue – Foto: Divulgação/Prefeitura de Palhoça/Arquivo ND

O decreto foi emitido pela prefeitura. A ação foi tomada em “virtude do aumento das internações por complicação da doença nos hospitais da região por pessoas residentes no município”. O grande número de notificação e de casos confirmados da doença também influenciaram para que a situação de emergência fosse decretada.

O documento estabelece uma série de procedimentos de intervenção sanitária que serão adotados pelo município. Entre as medidas está contratação de pessoal e de bens para atuar na repressão da situação e a limpeza de terrenos baldios em situação de abandono.

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Veja as ações:

  •  Contratação por tempo determinado do pessoal necessário, mediante processo seletivo público simplificado;
  •  Dispensa de licitação para a aquisição de bens e serviços destinados à repreensão da situação emergencial, desde que possam ser concluídos no prazo máximo de 180 dias consecutivos e ininterruptos;
  • Realização de campanhas educativas e de orientação à população;
  • Realização de visitas ampla e antecipadamente comunicadas a todos os imóveis públicos e particulares, para eliminação do mosquito e seus criadouros;
  • Realização de limpeza de terrenos baldios sem muros ou cercas quando caracterizada situação de abandono;
  • Recolhimento de móveis, veículos, sucatas ou qualquer material depositada em vias ou logradouros públicos, no caso de situação de abandono;
  • Ingresso forçado em imóveis públicos ou particulares, residenciais, comerciais ou industriais, no caso de situação de abandono.

Além das medidas tomadas pelo poder público, a administração municipal reforça que a população também tem papel importante no controle da situação.

Por isso, orienta que os moradores eliminem pontos de água parada, seja em vasos, pneus, baldes ou qualquer outro objeto. Isso é importante para evitar a reprodução do mosquito transmissor da dengue.

“O enfrentamento da dengue não é algo que se limite ao município de Palhoça, toda a região está atravessando o mesmo problema. Tenho certeza que com ações em conjunto e com a contribuição ativa da população vamos vencer mais esse desafio”, destaca o prefeito em exercício Amaro Jr.

Situação em SC

Em Santa Catarina, mais de 1,3 mil casos da doença já haviam sido confirmados até 4 de março, segundo monitoramento da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica). A maioria dos diagnósticos ocorreram em Palhoça (650).

Ainda de acordo com a Dive,  17.075 focos do mosquito Aedes aegypti haviam sido identificados em 202 municípios. Em relação o mesmo período do ano passado,  houve uma diminuição de 12,1% no número de focos detectados.

Contudo, os primeiros meses de 2023 registraram aumento de 21,9% no número de municípios considerados infestados pelo mosquito. Neste ano, 145 municípios foram considerados infestados. No mesmo período de 2022 eram 119 cidades nessa condição.

Diante da situação da dengue em Santa Catarina, a Defesa Civil emitiu um alerta de risco muito alto para dengue no estado.  O órgão estadual orienta para que sejam redobrados os cuidados para não deixar recipientes com água parada. Além disso, recomenda o uso de repelente em todas as regiões.

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