‘Inquilino’: verme de 8 cm é retirado do cérebro de uma paciente na Austrália

Mulher de 64 anos estava 'hospedando' no cérebro um verme comumente encontrado em cobras pítons; o caso é considerado raro

Daniela Ceccon Florianópolis

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Imagine hospedar em seu cérebro um verme de 8 centímetros! Esse inquilino nada agradável foi retirado do cérebro de uma paciente de 64 anos na Austrália. O caso é considerado inédito, já que esse tipo de lombriga geralmente é encontrado apenas em cobras pítons.

Verme de 8 cm é encontrado vivendo no cérebro de paciente - Foto: Canberra Health/Reprodução/NDVerme de 8 cm é encontrado vivendo no cérebro de paciente – Foto: Canberra Health/Reprodução/ND

O caso foi relatado recentemente por médicos do Hospital de Canberra, na Austrália. A mulher deu entrada na instituição com sintomas de virose, mas precisou ser submetida a uma cirurgia. As informações são do Portal R7.

Verme surpreendeu até a equipe médica

A paciente chegou ao hospital com muita dor abdominal, diarreia, tosse seca, febre e sudorese noturna. Depois, passou a apresentar esquecimento e depressão. Ali os médicos já ficaram intrigados…

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Após exames, a equipe descobriu que o problema estava no cérebro da mulher, de 64 anos. Durante o procedimento, uma neurocirurgiã retirou o parasita, que media 8 cm. A equipe ficou surpresa, mas ainda não sabia do que se tratava.

A paciente foi encaminhada, então, para o médico Sanjaya Senanayake, especialista em doenças infecciosas. “Neurocirurgiões lidam regularmente com infecções no cérebro, mas essa foi uma descoberta única na vida. Ninguém estava esperando por isso”, contou.

O verme foi reconhecido posteriormente em laboratório: se trata de um Ophidascaris robertsigeralmente encontrado em pítons, mas nunca em seres humanos.

Parasita é comumente encontrado em cobras pítons – Foto: Dzul Dzulfikri/Divulgação/NDParasita é comumente encontrado em cobras pítons – Foto: Dzul Dzulfikri/Divulgação/ND

Caso inédito

Este foi o primeiro caso no mundo de uma infecção humana por um verme desse tipo. A princípio, a suspeita é de que a paciente tenha sido infectada ao tocar em grama nativa ou consumir verduras coletadas em uma área habitada por pítons, já que ela vivia em uma região onde a existência da serpente é comum.

A equipe médica realizou tratamento para eliminar as larvas em outras partes do corpo da paciente, que segue sendo monitorada e tem sequelas neuropsíquicas, mas sobreviveu.

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