Epicentro da pandemia, com aceleração de casos e mortes, Joinville, no Norte de Santa Catarina vê, ainda, a autonomia de insumos despencar. Se no começo da pandemia, a saúde trabalhava com “estoque” para 60 dias, nesta quinta-feira (18), a autonomia é de apenas 15 dias. “O recurso é finito, aumenta a utilização, aumentamos a compra, mas não temos recursos infinitos. Nessa plenitude que estamos, nessa utilização, temos autonomia de 15 dias”, fala o secretário de Saúde, Jean Rodrigues.
Autonomia de insumos, que já foi de 60 dias, é de apenas 15 em Joinville – Foto: Carlos Jr./NDApesar de ter essa autonomia, a demanda é maior do que a capacidade de produção e o secretário chama atenção ainda para o agravamento da situação em outros estados, o que deve interferir diretamente em Santa Catarina.
“Quando São Paulo colapsar teremos um sério problema de abastecimento no Sul, tanto que os três governadores se reuniram e devem tentar uma parceria com o Uruguai porque ‘pra cima’ não teremos insumo. Não é que não tem dinheiro para comprar, as indústrias não terão capacidade de fornecer”, fala.
SeguirAlém disso, Jean chama a atenção para a situação grave em diversos estados e municípios e ressalta que não há como “estocar” insumos enquanto outros municípios sofrem com o colapso. “Não tem como ‘esconder’ recursos. É vida por vida e a nossa não é melhor que a do outro”, fala.
Enquanto há problemas no abastecimento, a secretaria prevê a contratação de novos profissionais para atuar nas unidades de saúde da cidade. De acordo com Jean, há 260 requisições em andamento, com contratação de técnicos em enfermagem, enfermeiros e médicos. “Quando se está em guerra, que é o nosso caso, as coisas precisam ser feitas”, finaliza.