Intervalo para doses de reforço da vacina contra Covid-19 será reduzido; veja o que muda

Novidade deve ser oficializada por meio de portaria e vale para doses da Pfizer e da Janssen. Anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

Redação ND Florianópolis

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O Ministério da Saúde vai reduzir o intervalo de aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 de cinco para quatro meses. A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no Twitter. Segundo o ministro, a portaria com essa alteração será publicada na próxima segunda-feira (20).

Intervalo para doses de reforço da vacina contra Covid-19 será reduzido para quatro meses – Foto: Leonardo Sousa/PMF/Divulgação/NDIntervalo para doses de reforço da vacina contra Covid-19 será reduzido para quatro meses – Foto: Leonardo Sousa/PMF/Divulgação/ND

“Para ampliar a proteção contra a variante Ômicron vamos reduzir o intervalo de aplicação da 3ª dose de cinco para quatro meses. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos, em especial em grupos de risco”, escreveu, na rede social.

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“Informem-se sobre o calendário vacinal de seu município e veja se já chegou a sua vez”, acrescentou.

Pfizer

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina da Pfizer será utilizada como dose de reforço em pessoas vacinadas com os imunizantes Coronavac, AstraZeneca e Pfizer.

“A opção por essa vacina levou em consideração o aumento da resposta imunológica no esquema heterólogo. De maneira alternativa, os imunobiológicos da Janssen e AstraZeneca também poderão ser utilizados na dose de reforço”, diz nota do ministério.

Janssen

Inicialmente com aplicação única, a vacina da Janssen também deverá ser reforçada. De acordo com o ministério, quem a recebeu a vacina há dois ou seis meses pode comparecer a um posto de saúde para a segunda dose. Nesse caso, o imunizante utilizado deverá ser do mesmo fabricante.

Impasse sobre vacinação de crianças

Pouco depois de anunciar a redução do intervalo para a dose de reforço, Queiroga afirmou que a decisão do governo em vacinar crianças de 5 a 11 anos será tomada no dia 5 de janeiro, após audiência pública a ser realizada no dia anterior.

Em conversa com jornalistas e também em seu perfil no Twitter, Queiroga disse que a autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não é decisão suficiente para viabilizar a vacinação para esse grupo.

Queiroga disse que aguarda parecer da Câmara Técnica Assessora de Imunizações (CTAI). O documento será levado na próxima semana para apreciação em uma consulta pública, um mecanismo de participação social não presencial, usado por entes públicos para subsidiar o processo de tomada de decisão.

“No dia 4 de janeiro, faremos uma audiência pública para discutir o que foi oferecido em consulta pública que, em adição ao posicionamento da CTAI, servirá de base para a decisão final do Ministério da Saúde”, acrescentou o ministro.

Nesta semana, a Anvisa já havia aprovado o uso da vacina da Pfizer em crianças na faixa de 5 a 11 anos. Segundo a agência, existem evidências científicas de que o imunizante, aplicado em duas doses nesse público, pode ser eficaz na prevenção de doenças graves causadas pelo vírus.

Logo depois do anúncio, a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina se posicionou sobre o assunto. Conforme nota emitida pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), assim como a OMS (Organização Mundial da Saúde) alerta sobre a importância da imunização para esta faixa etária, a SES (Secretaria de Saúde de Santa Catarina) também é favorável à decisão.

No Estado, a população de 5 a 11 anos está estimada em 642.800 crianças; desde o início da pandemia foram notificados 28.788 casos de Covid-19 em crianças da faixa etária em Santa Catarina.

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