Um estudo britânico concluiu que, ao fazer um intervalo de oito semanas entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer contra a Covid-19, são mais propícias as chances de produção de anticorpos contra a variante Delta da doença. As informações do estudo foram publicadas no portal de notícias R7.
“Para o intervalo mais longo de doses, os níveis de anticorpos neutralizantes contra a variante Delta foram induzidos de maneira fraca após uma única dose, e não se mantiveram durante o intervalo até a segunda dose”, apontaram os autores do estudo da Universidade de Oxford.
A vacinação em massa é uma das formas adotadas pelos governos estaduais a fim de combater o vírus da Covid-19 e suas novas variantes – Foto: Leo Munhoz/NDAinda que as duas doses da vacina sejam eficientes na proteção da doença, a variante Delta reduz a eficácia dos anticorpos após a primeira dose, recuperando-as quando a imunização se completa. Dessa forma, o estudo pode ajudar a traçar estratégias de vacinação contra a nova cepa.
Seguir“Após duas doses da vacina, os níveis de anticorpos neutralizantes eram duas vezes maiores após o intervalo mais longo de doses se comparado com o intervalo mais curto”, dizem os especialistas que estão conduzindo a pesquisa.
Divulgadas em um estudo pré-print, as descobertas suportam a ideia que, embora a segunda dose seja necessária para garantir a proteção total contra a variante Delta, o intervalo prolongado de oitos semanas providencia uma imunidade mais duradoura contra a doença. Esses anticorpos neutralizadores da Covid-19 são considerados essenciais no papel da construção de imunidade contra o coronavírus.
No Reino Unido, a medida já está sendo adotada
Desde a última sexta-feira (23), o Reino Unido já recomenda à população um intervalo de dois meses entre as duas doses da vacina da Pfizer. A medida prevê que mais pessoas fiquem assim protegidas contra a variante Delta de forma mais rápida, maximizando as respostas imunológicas a longo prazo.
“A recomendação original de 12 semanas se baseava no conhecimento de outras vacinas, que frequentemente um intervalo mais longo dá ao sistema imunológico a chance de dar a resposta mais alta. A decisão de colocá-lo em oito semanas equilibra todas as questões mais amplas, os prós e os contras, duas doses é melhor do que uma no geral”, defende Susanna Dunachie, pesquisadora da Universidade de Oxford e coordenadora do estudo.
*Com informações do R7.com