Dois hospitais públicos de Joinville, no Norte do Estado, têm 10 dias para se manifestar a respeito de uma investigação movida pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) nesta terça-feira (6), que apura a falta de médicos nos plantões de fim de semana. O Hospital Municipal São José e o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt estão sendo investigados após registro na 15ª Promotoria de Justiça.
Hospital Municipal São José e Hospital Regional Hans Dieter Schmidt são alvos de investigação do MPSC – Foto: Carlos Jr./NDA falta de médicos clínicos gerais nos plantões de fim de semana estaria dificultando e impedindo a transferência de novos pacientes para as unidades hospitalares. Os dois hospitais absorvem pacientes de toda a região e à SES (Secretaria de Estado da Saúde), ao menos dois municípios relataram dificuldades. Balneário Barra do Sul e Araquari têm problemas em transferir pacientes durante toda a semana, porém, a situação seria agravada aos fins de semana.
A Promotoria solicitou toda a escala de plantão dos dois hospitais e, de acordo com o MP, o município de Joinville, responsável pelo Hospital São José, mantém “incompletude da escala de plantão” no site. A Secretaria de Estado da Saúde afirmou, ainda, que apesar das recentes convocações de aprovados em processos seletivos “havia a necessidade de mais quatro médicos para atuar no pronto socorro do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt”.
SeguirAssim, o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar a deficiência na prestação de serviços públicos de saúde derivados do déficit de médicos clínicos gerais em plantões nos dois hospitais.
O Hospital Regional foi alvo de investigação da Polícia Civil que apurou fraudes no ponto biométrico. Em março, o hospital também foi alvo de investigação que apurava a falta de profissionais de enfermagem na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
A reportagem do ND+ entrou em contato com o município que afirmou que está reunindo informações a respeito da investigação. Já a diretoria do Hospital Hans Dieter Schmidt se manifestou dizendo que “se manifestará dentro do prazo estipulado junto ao Ministério Público de Santa Catarina”.