Autoridade sanitária que aprova vacina experimental não tem que ter ataque de nervos, tem que dar explicação. Estão faltando muitas explicações sobre eficácia e, principalmente, segurança de vacinas de Covid. Muitas, mesmo.
Há uma grande quantidade de registros de eventos adversos e óbitos no sistema da Anvisa que permanecem sem resposta à família, muito menos investigação conclusiva. Enquanto não houver investigação abrangente e transparente, nenhuma autoridade pode falar em percentual de efeitos adversos. Ponto final.
A vacinação contra a Covid-19 – Foto: ArquivoVamos dar um exemplo: o que aconteceu com Aline Prezotte, senhores reguladores das vacinas? Aline está viva. E tem sequelas importantes. Depois voltamos aqui para falar dos que não sobreviveram para contar, e cujas famílias esperam pela resposta das autoridades.
SeguirA mãe de Bruno Graf investigou por conta própria a morte do filho e precisou peticionar as autoridades para obter um reconhecimento da causalidade. E os demais?Segue o depoimento de Aline:“Meu nome é Aline Prezotte, tenho 36 anos, sou advogada, de Belo Horizonte/MG. No dia 28/10/2021,tomei a segunda dose da vacina Pfizer.
Na mesma semana eu comecei a sentir dores de cabeça. Achei que era uma reação normal da vacina. Só que essa dor começou a se concentrar do lado direito, como se fosse uma sinusite,não conseguia abaixar a cabeça. Uma dor muito intensa. No dia 3/11 eu já estava internada, diagnosticada com trombose cerebral. Fiquei internada por 13 dias.Desde então eu faço tratamento com anticoagulante. Eu tinha uma vida normal, fazia exercícios com regularidade, exames sempre normais. (…)
Hoje eu tenho dificuldades de memória, esqueço as palavras. Ena minha profissão (advogada criminalista) tenho que ter raciocínio rápido, não posso esquecer. Então eu não tenho confiança de trabalhar, não me sinto segura.
Eu estava fazendo meu doutorado na Europa,não sei se vou poder continuar. Minha vida hoje é: tirar sangue e ir ao médico toda semana.”Qual a chance de acontecer com qualquer pessoa saudável o que aconteceu com Aline? Só saberemos com investigação, não com discurso.
Enquanto isso veja outro depoimento:“Me chamo Angélica Harris, tenho 45 anos, moro em São Paulo. Sempre fui uma pessoa muito ativa (…), todo serviço pesado era por minha conta.
No dia 29/6/2021 tomei a primeira dose da vacina AstraZeneca, e a segunda dose em 22/09/2021. Logo após comecei a sentir dormência no pé. Em seguida vieram as dores subindo para a perna. (…)Fui ao pronto socorro do Hospital São Paulo, me deram Tramal intravenoso para a dor e não resolveu, então neste mesmo dia fui para a UTI. (…). A perna abaixo do joelho já não tinha circulação nenhuma. Então, no dia 4/11/2021, foi feita a Amputação Transtibial Esquerdo.”