Itajaí prepara fiscalização e estabelecimentos mantêm eventos de Réveillon

Município deve montar postos nas praias e barreiras nos principais acessos da cidade em ação conjunta da PM e demais órgãos de fiscalização

Foto de Grazielle Guimarães

Grazielle Guimarães Itajaí

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Além da segurança nas praias e locais públicos de Itajaí, neste ano, a prefeitura e Polícia Militar têm um novo desafio durante a temporada de verão: o cumprimento das medidas de segurança e prevenção à Covid-19 por parte da população e estabelecimentos comerciais, dentre eles, hotéis, restaurantes e bares.

Apesar das flexibilizações do Novo Decreto ainda há regras para seguir. Na região da Foz do Rio Itajaí, por exemplo, as baladas estão proibidas e permanece obrigatório o uso de máscaras e distanciamento social, além  do uso e disponibilidade de álcool em gel.

Feriado será desafio para o governo municipal – Foto: Bruno Golembiewski/NDFeriado será desafio para o governo municipal – Foto: Bruno Golembiewski/ND

Em Itajaí a Operação Veraneio, comandada pela Polícia Militar, vai contar com 100% do efetivo orgânico e o reforço de 14 policiais que atuarão em diferentes funções a partir desta terça-feira (22). As principais ações serão barreiras nas entradas da cidade, fiscalização nas praias, rondas nos bairros e blitz de trânsito. As medidas já devem ser intensificadas para os feriados de Natal e Ano Novo.

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“Uma das novidades deste ano é uma rede de contato direto com os hotéis e pousadas da cidade, facilitando a troca de informações de pessoas procuradas e suspeitas entre os responsáveis por estes estabelecimentos e a Polícia Militar”, afirmou o Tenente Coronel do 1° Batalhão de Polícia Militar de Itajaí, Alfredo Von Knoblauch.

Haverá quatro barreiras nos principais pontos de acesso da cidade em uma ação conjunta com Polícia Civil, Polícia Militar, Codetran, Vigilância Sanitária, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Secretaria de Assistência Social e Secretaria de Obras.

Fiscalização específica das Praias

Knoblauch destacou ainda uma fiscalização específica das praias de Itajaí. “Após denúncias de algumas confusões no entorno da Praia Brava, decidimos instituir a operação Ordo, que significa ordem, vamos estender estas ações as praias de Cabeçudas e Atalia, daremos uma atenção específica a estas áreas da cidade, focando no cumprimento das medidas sanitárias de prevenção à Covid-19”, finalizou.

A operação Ordo, que já ocorre nas praias da cidade, será intensificada com a criação de uma base temporária na Praia Brava, na qual atuarão, além da GM, as Polícias Militar e Civil e a Codetran.

Segundo o secretário de Segurança de Itajaí, Rui Garcia, também passarão a ocorrer blitze de trânsito no Canto do Morcego, na Praia Brava Norte. “Teremos ainda outras ações pontuais, incluindo rondas contínuas nos bairros, com o apoio de outras instituições de segurança”, explica o secretário.

Shows e festas seguem confirmadas

Apesar do elevado nível de contaminação por Covid-19 na região, restaurantes e bares seguem divulgado festas e shows para o Réveillon. Diversas casas noturnas já começaram a divulgação para a noite de Réveillon, as opções de eventos com comida e bebida liberada contam com valores diversos, desde R$ 2.200 a R$ 7.700. 

Procuradas pela equipe do ND+ todas as casas e eventos afirmaram que vão seguir as regras de distanciamento, uso de máscara e pontos estratégicos com álcool em gel, além de respeitar a capacidade máxima de 30%.

Raquel Bittencourt, Superintendente da Vigilância em Saúde da SES (Secretaria do Estado da Saúde), o risco de transmissibilidade no Estado é muito alto o que pode comprometer o sistema de saúde.

“Cada dimensão da matriz deve ser entendida como um alerta e especialmente nos chama atenção o alto nível de transmissibilidade. Com exceção de uma região, todas as demais do Estado estão em nível gravíssimo, o que significa que as pessoas estão circulando muito, se descuidando no distanciamento, no uso de máscara e na higienização das mãos. Este processo acelerado tem a possibilidade de saturar muito rapidamente os Serviços de Atenção à Saúde e é tudo o que não queremos é tudo o que trabalhamos para não acontecer”, finaliza Bittencourt.

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