Itajaí: projeto de lei quer oferecer atendimento digital como opção para pacientes da saúde

Distanciamento social e medidas de isolamento impulsionaram telemedicina no Brasil, em Itajaí, projeto se destina a casos de baixa complexidade

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Entre as situações que ganharam destaque com a pandemia da Covid-19, o uso da tecnologia foi sem sombra de dúvidas o principal.

Com o isolamento e o distanciamento social, além do reforço na distribuição dos sinais de internet, o poder público e iniciativa privada passaram a perceber que podem contar com várias ferramentas pra dinamizar os serviços. E em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, não foi diferente

Modelo britânico é referência mundial – Foto: Imediacare/NHS/DivulgaçãoModelo britânico é referência mundial – Foto: Imediacare/NHS/Divulgação

O Home Office foi uma ferramenta bastante válida para as empresas e no caso da educação, as aulas à distância também foram iniciativas de destaque, tanto que ainda hoje, escolas e universidade adotaram ferramentas digitais de forma mais intensa na grande curricular.

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E claro que na saúde, o Brasil ganhou destaque em uma modalidade de saúde que não ainda havia decolado por aqui: a telemedicina.

O termo é usado para definir o uso das tecnologias de informação para fornecer atenção médica a pacientes e outros profissionais de saúde em situados em locais distantes.

Traduzindo, o paciente é atingido por um profissional de saúde através da internet ou telefone sem sair de casa.

Antes mesmo da pandemia, países da Europa como o Reino Unido já contavam com a telemedicina como grande aliada.

Em metrópoles como Londres, a telemedicina desafoga os atendimentos presenciais nos hospitais e pronto atendimentos.

O modelo britânico do NHS, o sistema público de saúde da Terra da Rainha é referência para o mundo. No Brasil, o serviço que engatinhava, disparou com o novo Coronavírus.

Segundo dados da Saúde Digital Brasil que representa os prestadores do serviço de telessaúde, mais de 7,5 milhões de atendimentos foram feitos no Brasil nos últimos dois anos e envolvendo mais de 50 mil médicos.

A entidade ainda acrescenta que 87% dos atendimentos foram referentes às primeiras consultas, o que claro, reduziu a circulação de pacientes nos serviços públicos de saúde durante a fase pesada da pandemia.

A telemedicina foi regulamentada pelo Governo Bolsonaro em abril de 2020 que autorizou a prática durante a crise, e em novembro do ano passado foi aprovada uma medida que permite que após a pandemia, a telemedicina seja regulamentada pelo CFM, o Conselho Federal de Medicina.

Maior cidade do país, São Paulo foi a primeira cidade a regulamentar a telemedicina pelo Sistema Único de Saúde, o principal objetivo é claro, agilizar o atendimento na rede pública e também realizar consultas virtuais.

Agora, Itajaí também pode inserir o pronto atendimento médico digital na rede pública, assim como redes particulares e planos de saúde tem feito em outras cidades do país.

Na terça-feira (15), o vereador Bruno Laureano, o Bruno da Saúde (MDB) protocolou uma proposta na Câmara de Vereadores da cidade que autoriza o munícipio a atender pacientes de baixa complexidade utilizando a telemedicina.

Bruno baseou seu projeto na Resolução 2.299 do Conselho Federal de Medicina.

O Gabinete do vereador fez um levantamento que constatou que dos 86 mil atendimentos prestados na unidades de pronto atendimento de Itajaí, 63 mil são considerados de baixa complexidade, uma demanda que poderia ser absorvida pelo Atendimento Digital.

Vereador Bruno Laureano foi o autor do projeto em Itajaí – Foto: Davi Spuldaro-CVI/NDVereador Bruno Laureano foi o autor do projeto em Itajaí – Foto: Davi Spuldaro-CVI/ND

Por aqui, um aplicativo para celular seria o modelo para os atendimentos do sistema.

O vereador pediu urgência para votação e agora, caso seja aprovado na Câmara, o projeto de lei segue para análise e sanção do prefeito Volnei Morastoni (MDB)