Itajaí vai ganhar ambulatório especial para triagem de pacientes com autismo

Espaço anexo ao Centro Terapêutico Especializado em Autismo, no bairro São Vicente, vai receber e encaminhar pacientes

Redação ND Itajaí

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Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, vai ganhar, a partir de segunda-feira (15), um ambulatório de pré-triagem exclusivo para pacientes com autismo. Os atendimentos vão acontecer anexo ao CTEA (Centro Terapêutico Especializado em Autismo), no bairro São Vicente, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Espaço será para atendimento exclusivo de pacientes com TEA – Foto: Prefeitura de Itajaí/Divulgação/NDEspaço será para atendimento exclusivo de pacientes com TEA – Foto: Prefeitura de Itajaí/Divulgação/ND

A estimativa da secretaria de Saúde do Município é que cerca de 560 crianças aguardando diagnóstico inicial de TEA (Transtorno do Espectro Autista).

“Temos urgência em desenvolver uma estratégia efetiva para atender à demanda reprimida. Ficou definido o reforço da equipe da saúde com mais profissionais qualificados para dar melhor encaminhamento às crianças”, enfatizou o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB).

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Dois médicos e um enfermeiro vão atuar no ambulatório, avaliando pacientes encaminhados pelas unidades de saúde. Estes profissionais serão responsáveis por encaminhar os pacientes para as terapias já oferecidas pelo município, como o CTEA.

Para o secretário de saúde de Itajaí, Emerson Duarte, mesmo com a triagem especializada, as unidades de saúde do município continuam sendo a porta de entrada para um diagnóstico. “Também vamos criar a expertise com os profissionais médicos nas unidades de saúde, para que o trabalho seja propagado. Importante o pré-atendimento, para que a pessoa entre pela porta certa”, reforça.

Espaço vai ficar no bairro São Vicente – Foto: Prefeitura de Itajaí/Divulgação/NDEspaço vai ficar no bairro São Vicente – Foto: Prefeitura de Itajaí/Divulgação/ND

Melhorias na educação

A expectativa da secretaria é auxiliar no trabalho já feito na Educação. Dados da prefeitura mostram que o número de alunos com TEA dobrou em um ano: em 2021, eram 450, e hoje são 950 estudantes diagnosticados.

Segundo o supervisor de educação especial do Município, Erickson Jones Lima, a política de educação especial é uma política intersetorial. “Só a educação não garante toda a atenção que a criança precisa. Ela necessita de uma intervenção terapêutica, de um atendimento especializado, para que isso também se converta em orientações e práticas em sala de aula. Para a gente é extremamente importante que a saúde abrace esse desafio, de construir essa ação integral, para que a gente tenha um resultado de curto e médio prazo na nossa Rede e fortaleça a educação como um todo”, afirmou o supervisor de educação especial, Erickson Jones Lima.

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