Já ouviu falar? Saiba quais peixes podem causar a doença da ‘urina preta’

No Brasil, os casos documentados sobre a síndrome de Haff, que matou veterinária em Recife, estão mais associados a 6 tipos de pescados

Juliana Contaifer, do Metrópoles Brasília

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Na terça-feira (2), a veterinária Pryscila Andrade, 31 anos, faleceu em decorrência da síndrome de Haff, também conhecida como doença da “urina preta”.

Peixe contaminado, mesmo cozido, pode desencadear a síndrome – Foto: Pixabay/Reprodução/NDPeixe contaminado, mesmo cozido, pode desencadear a síndrome – Foto: Pixabay/Reprodução/ND

Ela estava internada em uma unidade de terapia intensiva em Recife, Pernambuco, desde 18 de fevereiro, por ter se sentido mal após comer peixe.

Os estudos científicos publicados até o momento sobre a doença no Brasil relatam que os casos aconteceram após a ingestão de tambaqui, olho de boi, badejo, pacu-manteiga, pirapitinga e arabaiana — este último foi o peixe ingerido pela veterinária.

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O peixe contaminado, mesmo cozido, pode desencadear a síndrome, e não apresenta gosto diferente do habitual. Nem todo peixe das espécies citadas é responsável pela infecção, que é considerada rara.

Ainda não está claro exatamente por que os peixes podem ser tóxicos: as duas principais teorias dizem respeito ao consumo de alguns tipos de algas por eles ou à má conservação do alimento antes da ingestão humana.

Os sintomas aparecem nas primeiras 24h após o consumo e, por isso, se acredita que a doença seja causada por toxinas.

O principal sinal é o escurecimento da urina, que pode chegar a ficar da cor de café. Outros sintomas da condição são dor e rigidez muscular, dormência, perda de força e falta de ar.

A doença deve ser tratada rapidamente, pois pode levar à insuficiência renal, falência múltipla de órgãos e até ao óbito.

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