No momento mais difícil da perda de alguém querido, a decisão de familiares pela doação de órgãos torna-se um verdadeiro ato de amor ao próximo e isto vem ajudando a salvar outras vidas dentro e fora do Estado.
Em 2019, no Hospital São José de Joinville, foram captados 155 órgãos através da intermediação da Comissão Hospitalar de Transplantes (CHT). Os órgãos foram destinados à doação.
É importante que os familiares tenham clareza sobre o desejo do doador – Foto: USP Imagens/Divulgação/NDÉ o terceiro ano consecutivo que a unidade hospitalar alcança os maiores indicadores do Estado, graças ao trabalho de acolhimento humanizado junto às famílias, à divulgação de informações e à sensibilização em instituições de ensino e de saúde.
SeguirPelo trabalho realizado, a Central Estadual de Transplantes prestou homenagem ao HMSJ, no final do ano passado, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
“A peça chave nesse propósito de salvar vidas é o acolhimento da família, para ajudá-la a compreender a morte, elaborar o luto e decidir pela doação do órgão”, comenta o enfermeiro do HMSJ, Ivonei Bittencourt, coordenador da Comissão. É essencial, porém, que a pessoa com intenção de ser um doador de órgãos comunique previamente sua decisão aos familiares.
“Os familiares precisam ter clareza sobre o desejo do doador porque, no momento difícil da perda, consigam processar, aceitar e autorizar que a doação aconteça”, explica Ivonei.
A doação de órgãos e tecidos pode ocorrer após ter sido confirmada morte encefálica, que é a interrupção das funções cerebrais, ou também em vida.
Segundo a Central Estadual de Transplantes de SC, no ano passado, foram efetivadas 294 doações e 537 pessoas estavam na lista de espera. Já em 2018, foram 287 doações com 491 pacientes na fila.
Na lista de espera de órgãos em novembro do ano passado, o rim liderava o ranking, com 386; seguido por medula óssea (58); córnea (56); fígado (24); rim/pâncreas (8); coração (4) e pâncreas (1).
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